Quando menos se espera é que as boas coisas acontecem, deve ter sido esse o sentimento dos coxas. Quando, em tese, seria natural o Coritiba perder no Mineirão para o Cruzeiro, ganhou, 2×1.

E o fez da única forma que seria possível: fechado no meio e nos lados, e esperando as previsíveis falhas defensivas do Cruzeiro.

Dentro do jogo em si, a vitória coxa não foi surpresa. Ao contrário, foi justa por ter prevalecido a sua proposta durante todo o jogo.


Destaca-se a personalidade do time. Absorvendo como natural o gol de Matheus Pereira, para o Cruzeiro (1×0),  continuou com a proposta inicial. Se assim estava confortado, o empate seria consequência: Lavega marcou aos 44’.

Parecendo ter emprestado o ônibus de José Mourinho, o treinador Fernando Seabra fechou mais ainda o Coxa.  Ostensivamente, mostrou a sua proposta: fechar todos os caminhos do Cruzeiro e esperar por mais uma bola. Logo, aos 7 minutos da etapa final, o goleiro Morisco lançou Ronier, que lançou Breno Lopes, que fez dois a um.

Vitória justa, mas que diz pouca coisa para o futuro. De cinco jogos em 2026, o Cruzeiro perdeu quatro.

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