Os coxas começaram a jogar a Segundona na base da força, do contra-ataque e de espasmos. Era um time cheio de rachaduras. “O futebol paraguaio do Coritiba”, escrevi certa vez, associando o seu jogo ao fato de o seu treinador Gustavo Morínigo ser paraguaio.

As coisas mudaram. Agora, entre as facetas do time, descobriu-se nesta vitória sobre o Brusque, uma pouco comum na Segundona: o gosto pela bola. Bem ordenado para se defender, o Coxa tornou-se capaz de jogar com passes longos e curtos, imprimir velocidade ou ser metódico com a bola.

Essas virtudes estiveram presentes em todos os gols da vitória: o de Igor Paixão, aos 12’, em lance de Robinho; o de Luciano Castán, aos 19’, em jogada de Val, agora, pela direita, na etapa inicial; o de Léo Gamalho aos 5’, em jogada de Natanael; e, de Matheus Sales, aos 32’ da etapa final.

A sua superioridade foi tão escancarada que não precisou do equívoco do árbitro, que marcou um pênalti inexistente, e que Léo Gamalho cobrou duas vezes e o goleiro Ruan Carneiro as defendeu.

O Coritiba alcançou esse estágio em razão da autoconfiança que as vitórias provocam e da confiança que os jogadores adquirem no treinador e nos dirigentes. Ela gera a tranquilidade que permite exteriorizar alguns atributos, que no momento de insegurança ficam inibidos.

Será importante para os coxas que o treinador Gustavo Morínigo continue sendo paraguaio.

Robinho foi o melhor em campo.

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