Em Goiânia, Goiás 1x0 Coritiba. Com seus limites, o Coritiba até que não jogou mal. Ao contrário, na etapa inicial foi superior ao Goiás. Avançando o seu meio, jogando pelos lados com Paixão e Manga, criou chances de marcar. No entanto, outra vez perdeu.

É exatamente aí que está o problema: mesmo quando é superior a maior parte do tempo, o Coxa perde quando joga fora do Couto.

E isso ocorre pelo mesmo roteiro: na defesa, Henrique e Castan parecendo dois estranhos, não se entendem. A falha de posicionamento no gol de Pedro Raúl, aos 46 minutos da etapa final, foi primária. Egídio não sabe defender e não sabe cruzar. É o que é, pior é impossível. A marcação vive de Willian Farias que já não tem mais idade para, sozinho, proteger uma linha defensiva fraca; e, o ataque, com Igor Paixão marcado e sem espaço para jogar, fica por conta de Alef Manga, o que torna o gol uma viagem ao infinito.

Atribuir aos limites individuais a nova derrota do Coritiba à essa altura do campeonato, é continuar enganando. Como são enganosos os reforços que estão chegando, porque no futebol, tudo que é gratuito, é duvidoso. Se não são do mesmo nível, são piores, embora nenhum vá ser pior do que Régis, que Morínigo insiste em usá-lo como solução na etapa final.

Deve ter uma outra explicação o fato do Coritiba ser o único time a não ter ganho uma partida fora de casa.

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O problema mais grave do “Glorioso” é que o treinador Morínigo, incapaz de buscar alternativas que compensem as limitações táticas, tornou previsível um time sem qualidade. E nessa derrota surgiu um novo problema: a condição física do time. Um dos motivos do gol sofrido foi a ausência de força para voltar ao campo de defesa após um contra-ataque. Limitação individual, mais previsibilidade tática e cansaço criam uma fórmula explosiva.

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