Não sou daqueles de relativizar as coisas quando se trata do Athletico. Bem por isso, entendo que o Furacão não deve ser tratado como um franco atirador nesse jogo de semifinal da Copa do Brasil. E nem mesmo sendo contra o Flamengo, no Maracanã.

Pensar diferente seria continuar preso ao passado, reduzi-lo ao casuísmo e à eventualidade, quando uma derrota por ser absolutamente natural, era pobre de consequências. Era uma época que a própria derrota já era o definitivo consolo.

Isso não quer dizer que o Athletico tem obrigação de eliminar o Flamengo para seguir em frente na Copa do Brasil. A obrigação no futebol já é outra coisa. Em um jogo como esse, o histórico recente que cria uma rivalidade, no campo, a obrigação é limitada à necessária consciência de que é possível absorver limites técnico e tático com a entrega física a emocional. Dito de outra forma: a obrigação não exige mais do que jogar com responsabilidade.

E esse controverso Furacão de 2021, sempre que manejado tática e, em especial, emocionalmente por Paulo Autuori, mesmo que às escondidas, tem embocadura para disputar em condições de igualdade com o Flamengo.

E para esse jogo do Maracanã há um elemento que não pode ser desconsiderado em análise teórica: o Flamengo tem obrigação de vencer porque as consequências de uma derrota, em razão da crise técnica e de ambiente (contusão de Pedro), serão tormentosas. É ao contrário do Athletico, que, por ter um presidente que não dá satisfação à sua torcida por se considerar dono, não sofre pressão.

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