Em Caracas, pela Sul Americana: Metropolitanos 0 x 1 Athletico.

Todo vestido de branco, divinal, na bela expressão do excelente narrador Napoleão de Almeida, o Athletico foi jogar contra o Metropolitanos, em Caracas. Mas, quando a bola rolou, parecia escuro: o Furacão voltou a ser um time obscuro por não ter ordem, porque não tem técnico; um time raso, por não ter alma; e, um time incerto por ficar dependente de uma última esperança.

E quando não há mais esperança, ainda resta Vitinho. É aquele que, um dia desses, estava entregue nos braços de Deus, representado pelos médicos que salvaram a sua vida.

Quando aos 16 minutos da etapa final marcou o gol da vitória Furacão, lembrei de um pensamento do eterno Mário Lago, que explica bem a vida desse menino: “Fiz um acordo de coexistência com o tempo: nem ele me persegue, nem eu fujo dele, um dia a gente se encontra”.

O gol de Vitinho foi uma outra obra prima, como aquela contra os coxas. Está se tornando Picasso da Baixada. Uma bola que parecia desprezada na entrada da área, foi ter com ele.  Então, cortou para o meio, e chutou no canto direito do goleiro Schiavone.

Athletico mais uma vez joga mal e erra muito, mas leva a melhor

O Athletico, outra vez jogou mal, mas, outra vez, ganhou. Na etapa inicial, foi dependente de um ou outro lance de Jadson e Khellven, que Kayzer podendo marcar, jogou fora. Por ter um comando técnico dúbio (não se sabe se é Paulo ou António), continuou desordenado.

Se não sofreu com isso, foi porque o Metropolitanos é um time semiamador. O gol de Vitinho salvou o Furacão no torneio, mas, não deixou de comprometer o trabalho do comando do futebol de Autuori.

Vitinho foi o herói.

Mas, o melhor em campo, foi Jadson.

Em tempo: o título do post é inspirado na celebre manchete do jornal inglês The Sunday Times: “Como se soletra Pelé? D-E-U-S”

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