Dentro de uma bolha, a vitória por 1 a 0 sobre o Ceará, na Baixada, serviu apenas para o Athletico para dar um rápido respiro.

Terminado o jogo, a bolha fechou, voltando a sufocá-lo. Lá dentro, continua sendo vítima do processo autodestrutivo produzido por seu presidente Petraglia ao manter Valentim e contratar Carille.

À exceção do gol de Abner aos 3 minutos da etapa final, disperso em bando, não sobrou nada para exaltar do Furacão. A vitória vista pela razão, ao invés de dar folga aos sentimentos, assustou-os. Não era só Carille.

Bem por isso, o jogo ruim cria mais uma dúvida: não teria havido uma supervalorização midiática da qualidade de alguns jogadores contratados pelos R$64 milhões despejados no mercado?

Construir uma estrutura de time com Hugo Moura, Bryan García, Matheus Fernandes, Marcelo Cirino, Cuello, Pablo, Vitor Bueno e Orejuela é brincar com o impossível.

Explica-se, aí, Felipão ter pensado no final: “Esse é o que temos?”

Luiz Felipe Scolari assume com a obrigação de arar o CT do Caju, limpar o bolor do seu ambiente e colocar cada um no seu devido lugar.

Com certeza a "scolarização" do Furacão, um regime de futebol agreste e de resultados, baseado muito mais nas orações motivacionais do que no exercício do conhecimento tático e técnico, não pode falhar. Recomeçando pela terceira vez o ano, o Furacão não terá tempo de recomeçá-lo.

Menos mal que nesta terça feira, na Baixada, precise apenas jogar contra o Tocantinópolis. Com os 5 a 2 no Norte e contra um time de curiosos, não há como não avançar na Copa do Brasil. Então, Felipão terá tempo de motivar os jogadores narrando a história da sua vida e contos da carochinha.

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