Por ser em ambiente sufocante, e por ser o começo de torneio, é possível afirmar que foi um belo jogo.  

Quando precisou jogar, foi o Furacão quem jogou. Bem ordenado como há tempo não se via esses jovens jogarem, teve momentos brilhantes.

O belo gol de Rômulo não provocou a emoção da torcida só por sido aos 50’ da etapa final. Foi por ter sido justo em razão da sua superioridade tática e técnica no segundo tempo, quando acuou o Paraná, jogando-o para trás. A emoção e o justo, às vezes, coincidem.

O gol foi o resumo: depois de atacar e atacar, o Furacão foi fazer a sua última estocada. Aos 50’, Julimar correu pela direita e jogou a bola na área. 

Surgiu Rômulo e, esticando o corpo para impulsionar a perna direita contra a bola, desviou-a para canto direito do bom goleiro Gabriel Leite.  Sem excesso, vejam no Youtube o gol de Cruyff contra o Brasil, na Copa de 74, na Alemanha. Os fatos, também, se eternizam como lembrança.

Quando precisou correr, o Furacão foi quem correu. E aí há que se considerar a influência do fator externo.

Com a sensação térmica de 35 graus na Baixada, ao precisar de recursos físicos para equilibrar como no primeiro tempo, ou diminuir a submissão técnica na etapa final, o Paraná sentiu o peso da média de idade.

Em James Freitas, parece que o aspirante do Furacão tem um técnico. Surpreendente a organização do time jovem e inexperiente para um primeiro jogo. Lucas Fasson, Pablo Siles e Rômulo foram interessantes.

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