Foto de perfil de Augusto Mafuz

Augusto Mafuz

Ver mais
Opinião

Autuori transformou assessor em menino de recados táticos no Athletico

Paulo Autuori em ação no clássico Atletiba.
Paulo Autuori em ação no clássico Atletiba.| Foto: Albari Rosa/Foto Digital/UmDoisEsportes
  • PorAugusto Mafuz
  • 11/01/2021 11:35

No dicionário, o sinônimo de assessor já diz tudo: assistente, adjunto, auxiliar, colaborador e coadjuvante. Na prática do futebol, o limite das atribuições de um assessor, ainda que seja bem cotado, é a executor nos treinos das ordens do treinador.

Há exceções, dizem. Alexandre Pereira Mendes seria o grande intelectual, aquele que criou e mantém a longínqua fase do jogo brilhante do Grêmio. Renato Gaúcho só ofereceria o carisma que o futebol lhe vestiu nos tempos de jogador para carregar a responsabilidade de treinador.

Eis uma verdade: a carga de responsabilidade do treinador, às vezes, confunde as melhoras idéias de assessoria, o que significa sugerir que Mendes não seria, necessariamente, um grande técnico.

O assessor de Paulo Autuori

No último e vergonhoso Atletiba (0x0), o treinador Paulo Autuori, do Athletico, como se tivesse ensaiando os últimos passos para a despedida de treinador (aposentado já está), atribuiu a um assessor a orientação de campo. Ocorreu uma situação constrangedora: indignado com a conduta errônea do Furacão, Autuori gritava do banco as ordens para o assessor transmitir aos jogadores.

Quer dizer: o pobre assessor foi transformado em um menino de recados táticos de Autuori. Coincidência ou não, o Furacão deixou o gosto amargo do fracasso frente ao lanterna do campeonato.

Assessor é assessor. Não deveria sequer falar depois de um jogo quando substitui o técnico. Vejam o caso do assessor Julio César Bertagnoli, do Coritiba, que dirigiu o time na derrota para o Goiás (2x1) e no empate com o Athletico (0x0).

Usando figuras de linguagem sem saber usá-las, afirmou primeiro que “o time já teve atitude” para, em seguida, após o Atletiba, declarar que “o Coritiba já teve a cara do técnico”. Se é verdade, então, os coxas devem continuar apavorados: o time continua indolente, sem atitude e, se tem alguma cara, é a de Barroca, Jorginho e Rodrigo Santana. Se a de Gustavo Morínigo é essa do Atletiba, os coxas irão morrer de susto.

Participe da conversa!
0

    Comentários [ 0 ]

    O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Política de Privacidade.