No dicionário, o sinônimo de assessor já diz tudo: assistente, adjunto, auxiliar, colaborador e coadjuvante. Na prática do futebol, o limite das atribuições de um assessor, ainda que seja bem cotado, é a executor nos treinos das ordens do treinador.

Há exceções, dizem. Alexandre Pereira Mendes seria o grande intelectual, aquele que criou e mantém a longínqua fase do jogo brilhante do Grêmio. Renato Gaúcho só ofereceria o carisma que o futebol lhe vestiu nos tempos de jogador para carregar a responsabilidade de treinador.

Eis uma verdade: a carga de responsabilidade do treinador, às vezes, confunde as melhoras idéias de assessoria, o que significa sugerir que Mendes não seria, necessariamente, um grande técnico.

O assessor de Paulo Autuori

No último e vergonhoso Atletiba (0x0), o treinador Paulo Autuori, do Athletico, como se tivesse ensaiando os últimos passos para a despedida de treinador (aposentado já está), atribuiu a um assessor a orientação de campo. Ocorreu uma situação constrangedora: indignado com a conduta errônea do Furacão, Autuori gritava do banco as ordens para o assessor transmitir aos jogadores.

Quer dizer: o pobre assessor foi transformado em um menino de recados táticos de Autuori. Coincidência ou não, o Furacão deixou o gosto amargo do fracasso frente ao lanterna do campeonato.

Assessor é assessor. Não deveria sequer falar depois de um jogo quando substitui o técnico. Vejam o caso do assessor Julio César Bertagnoli, do Coritiba, que dirigiu o time na derrota para o Goiás (2x1) e no empate com o Athletico (0x0).

Usando figuras de linguagem sem saber usá-las, afirmou primeiro que “o time já teve atitude” para, em seguida, após o Atletiba, declarar que “o Coritiba já teve a cara do técnico”. Se é verdade, então, os coxas devem continuar apavorados: o time continua indolente, sem atitude e, se tem alguma cara, é a de Barroca, Jorginho e Rodrigo Santana. Se a de Gustavo Morínigo é essa do Atletiba, os coxas irão morrer de susto.

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