O Manchester City perdeu para o Chelsea o jogo, em Porto, e Guardiola completou uma década sem ganhar a Champions. É certo, então, que Pep Guardiola tenha lembrado de uma doutrina do seu mestre Johan Cruyff: “Ganhar pode ser perigoso”.

É possível que a obsessão de vencer, com a sua marca de intervencionista sobre algumas convenções do futebol, esteja engolindo Guardiola.

Talvez, o guardiolismo, agora, seja empurrado para o divã, e submetido a uma análise profunda para responder uma questão: sem a reunião de Daniel Alves, Puyol, Piquet, Busquets, Xavi, Iniesta, Messi e Villa, teria sido possível surgir o guardiolismo? Sem esses craques do histórico Barcelona, Bayern e City respondem que não.

Para ser justo é preciso submeter essa dúvida a uma contradição: sem craques como aqueles do Barcelona, em regra, o treinador exerce influência quase isolada para ganhar os campeonatos nacionais, como ganhou na Alemanha e vem ganhando na Inglaterra.

Há uma verdade que o futebol, por exigir só vitórias, é capaz de absolver Guardiola. No campeonato por pontos corridos, no sistema de ida e volta, eventual casualidade se submete à supremacia do melhor time. Ao contrário, depois da fase de grupo, a Champions é um torneio que se decide, em regra, pelo acaso.

Como foi essa ganha pelo Chelsea.  O que se viu no time de Londres não foi mais do que o antigo sistema que prioriza a marcação, e o contra-ataque por bolas longas, como a que foi para Kai Havertz marcar o gol dos “russos”. O guardiolismo sempre será absolvido.

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