Neste sábado, o Athletico não vai jogar contra o Operário com um time base, que é o lanterna do Estadual, porque quer. Irá jogar porque não pode ser o Furacão de Santos, Nikão e Heleno. É questão de tratar o futebol como uma ciência: se vai jogar pela Sul-Americana na próxima terça-feira, no Equador, não seria racional se expor fisicamente em campeonato que não trata como prioridade.

E há duas questões relevantes: um jogo contra o Operário, que há três meses está em intensa atividade, deve ser desgastante; e, por mais que seja exigido, não será o bastante para lhe dar, o que antigamente falavam, a embocadura de jogo.

A verdade é que a pandemia transformou o Estadual em uma carga pesada para ser carregada pelo Athletico. É que paga para jogar, está impedido de fazê-lo como deve, e, ainda, tem a responsabilidade de ganhar por ser grande.

Ao ser a lógica da ciência, o Athletico provoca duas situações a serem enfrentadas: não perder em Quito para um adversário semiamador, e que está com o time infectado pelo Covid, e ter que começar a ganhar no Estadual para não ficar com o incômodo da lanterna.

O que não cabe mais são desculpas. Nem que o time que jogará em Quito não tem ritmo, nem que o time que jogará contra o Operário é de aspirantes.

Talvez, o Furacão não precise de desculpas. Com 11 jogadores infectados, tinha todas as desculpas para justificar um fracasso retumbante contra o River Plate. No entanto, empatando com brilho na Baixada (1x1), só foi eliminado por um gol casual dos argentinos em Buenos Aires.

Do Furacão tudo pode se esperar.

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