Na Fonte Nova, pela Copa do Brasil: Bahia 1x2 Athletico.

O Bahia é um time de segunda. Com fraqueza técnica, tem que correr. E correndo, cansa e fica bamba.

E então, em Salvador, o Furacão de Felipão mostrou mais uma virtude: não faz pouco caso de nada. Ignora os limites contrários, como se eles não existissem. Respeita-os como se os contrários guardassem algum segredo.

E, assim, o Furacão jogou bola na etapa inicial. O gol do Bahia, de falta cobrada aos quatro minutos por Lucas Mugni, só serviu para uma coisa: escancarar a personalidade desse Furacão. Absorvendo o gol baiano como se fosse natural, começou a jogar. E como jogou.

A sua ordem parecia um carrosel. Khellven, Christian, Terans, Pablo e Cuello rodando com ou sem a bola, ocupavam espaços. Eis que surge um Furacão surpreendente. Quem diria que um dia um time de Felipão iria jogar o “futebol total”.

A prova foi o gol de empate: Khellven correu com a bola pela direita e cruzou para o excelente Christian, que, vindo de trás, finalizou com talento. Gol a custo zero: os dois meninos saíram do berço do Caju.

Athletico jogou fácil no primeiro tempo e depois controlou o resultado

O empate era justo, mas era pouco pelo domínio que o Athletico exercia. Parecendo com uma fome insaciável, continuou jogando em busca do gol. E quando a superioridade técnica e tática é grande, tudo acontece ao natural, a vitória em especial. E, assim, Khellven, correndo pela direita, cruzou para Pedro Rocha que, pelo meio, (era ponta) finalizou Danilo Fernandes, 2 x1.

Para a etapa final, o Athletico voltou a ser o estilo Felipão.

Cuidadoso, marcador, chutando para frente e para o lado quando era preciso, administrou a vitória. Com certa maldade, mesmo com os reservas Babi, Pedrinho, Erick, Cittadini e Matheus Felipe, fez o Bahia correr o que não podia. E era para fazer o terceiro com Pedrinho, que foi salvo pelo goleiro baiano.

Khellven, um espetáculo.

Com Vitinho, no lugar de Cuello, não sei não esse Furacão...

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