Como há pessoas especiais que intervém e, ao natural, mudam as coisas. Até um dia desses, a torcida do Athletico só não exibia a sua angústia de vê-lo entre os últimos pelo orgulho.

A partir de Felipão, passou a expor o orgulho e projetar a esperança de ver o Furacão competir. Se não pelo título, mas pelo G4, que se transformou num amuleto salvador para a maioria dos clubes no Brasileirão.

Para isso, precisa vencer o Santos, na Baixada. Veja só como o tempo intervém e muda os sentimentos das pessoas. No passado, afirmar que “o Athletico precisa vencer o Santos” era impor ao Rubro-Negro uma obrigação quase impossível. As coisas mudaram tanto, tamanha foi a intervenção que operaram na vida de todos, que o uso do verbo precisar é consequência natural da nova ordem.

Hoje quando se escreve “o Athletico precisa vencer o Santos”, não há o sentido de ilusão, mas de uma imposição natural. Já há algum tempo, sempre que Athletico e Santos jogam, o Furacão é o favorito. No máximo, há igualdade. E tudo que parece igual, quando o jogo é na Baixada, sempre surge um elemento diferencial vestido de vermelho e preto.

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A importância do jogo para o Athletico não se limita aos números. A importância de uma vitória vai bem além: constitui a prova de que esse Furacão de Felipão é definitivo. Talvez, agora, pelo egoísmo próprio de arquibancada, fique bem a lição do escritor espanhol Antonio de Guevara (1480-1545): "Nem um passo para trás. Nem para tomar impulso".

Todos os caminhos nos levam à Baixada.

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