Com o gol rubro-negro de Matheus Felipe, aos 45 minutos da etapa final, por aparência, as diferenças em Volta Redonda, acabaram em uma: Cano e Pablo. Enquanto o argentino marcou nas duas chances que o Fluminense teve, Pablo perdeu as três que o Furacão criou.

No futebol, derrotas vêm e vão. Bem por isso, é frágil a rede negativa de sentimentos que criam. Rompe-se com a primeira vitória.

Mas, às vezes, não se trata só de derrotas. Essa nova derrota do Furacão tornou-se o menor dos problemas diante de um fato: a falta de perspectivas de uma campanha regular. O time já começa a evocar uma extensa coleção de juízos de valores negativos que faz a derrota perder a naturalidade como resultado do futebol. Porque não é natural que um clube derrame no mercado comprador R$ 60 milhões e não consiga atender aos princípios básicos na formação de um time.

O jogo do Athletico, em Volta Redonda, escancarou todos os erros de Petraglia e de Alexandre Mattos na condução do futebol: leve demais, por ser atleticamente frágil; previsível demais, por não ter organização tática por perda de tempo com Valentim e Carille; e, o mais grave, é que tecnicamente é enganador, porque Hugo Moura, Erick, Marlos, Matheus Fernandes e Pablo Siles não conseguem completar uma única função no meio; Canobbio e Cuello foram supervalorizados, sendo eles dois simples puxadores de contra ataques; e, Pablo, é o que sempre foi. Resta desvendar o enigma de R$ 24 milhões, Vitor Roque.

O Furacão é capaz de causar depressão em sua torcida. Essa foi tão iludida com os milhões despejados no mercado, que acreditou no time dos sonhos. Quando a ilusão é muito grande, o próximo estágio do prejuízo emocional é a depressão.

Até agora nesse processo só Alexandre Mattos está se dando bem como CEO de negócios.

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