Nene foi o capitão do Athletico do título estadual de 1985. Certa vez dele ouvi: “Tudo o que se refere ao Athletico, vale o dobro. A vitória ou a derrota, multiplique por dois.” É pura verdade. Vejam só essa vitória por 1 a 0, sobre o Aucas, em Quito, pela Sul-Americana.

Tinha todos os argumentos para justificar uma improvável derrota: sem jogar em 2021, no pico da pandemia do Covid-19, depois de uma viagem de oito horas, sem o goleiro Santos, foi jogar na condenável altitude de 2.850 metros de Quito, contra um desconhecido Aucas.

No entanto, com um jogo metódico, cuidadoso e sem a vaidade de jogar mais do que pode, acabou ganhando com um gol de Erick, que na área, desviou de cabeça a bola que Nikão mandou de escanteio.   Se ganhou porque jogou bem, ou se ganhou porque o Aucas é um semiamador, deixa de ser irrelevante pelas circunstâncias. Bem fez o Athletico. Não era para correr riscos no ambiente de Quito. Consciente, acabou valorizando muito a vitória que, em tese, era obrigatória.

Erick foi o melhor do jogo.

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