Uma pergunta ao torcedor atleticano:  se estivesse em seu poder de decisão, pelas circunstâncias (pandemia, sem goleiro reserva, falta de qualidade), autorizaria ao Athletico pular essa etapa que é esse jogo em Buenos Aires, contra o River Plate?

Parece ser uma questão ingênua, mas, é que a impressão que se tem é a de que o time do Furacão, que já não tem muita qualidade, está esfacelado, e que há coisa mais importante a ser tratada, que é o Brasileiro.

Um fato é indiscutível, embora pareça contraditório:   em razão da situação temerária no Brasileirão, o momento desses jogos contra o River Plate causa desconforto, mesmo diante da relevância da Libertadores da América. Não tenho nenhuma dúvida de que Autuori e os jogadores não queriam enfrentar, no estado que estão, nesse momento essa responsabilidade. Iriam pular essa etapa.

Em teoria, o time escalado para o jogo em Avellaneda, é até mais razoável do que aquele que começou no jogo de empate da Baixada, porque terá Christian no meio.

Mas, a ausência de um goleiro reserva, a obrigação de vencer em razão do regulamento, a necessidade de reservar forças para resgatar o clube no Brasileirão e, de repente, outros infectados, tudo isso provoca um esgotamento continuo do time.

No entanto, jogo é jogo.

Tempo perdido pelo Coritiba

Na coluna de segunda-feira escrevi que, um dos grandes problemas do Coritiba, é a submissão do clube às torcidas organizadas. E que por ser assim, gerou Samir Namur para presidente e ainda arrisca reelegê-lo.

Um torcedor me pergunta se essa minha opinião serve para o Paraná, porque o seu presidente Leonardo de Oliveira, é originário de uma torcida organizada.

Respondo ao torcedor tricolor.  Essa tese ou qualquer outra tese, não serve. Estou chegando à triste conclusão de que o Paraná se tornou caso perdido. Se no Coritiba, há opções preciosas fora das organizadas, no Paraná, simplesmente não existe outra opção. Entre aos interesses da arquibancada, não tem mais a quem recorrer.

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