Lutar, o Coritiba lutou como nunca. Marcar, o Coritiba marcou, como jamais havia marcado. Tomar a bola, tomou como se fosse só sua. A partir daí teria que fazer algo que lhe é o que parece lhe ser desconhecido: jogar futebol.

A derrota para o Corinthians por 3 a 1 explica-se muito mais pelos gols que o Coxa perdeu na etapa inicial e na qual foi superior: Alef Manga e Regis deixaram de marcar os gols que iria dar um outro rumo, no qual o Coritiba tinha o domínio tático. Alef Manga voltará à narrativa perdendo outro gol.

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Se já é difícil jogar contra o Corinthians em Itaquera, jogar contra as suas próprias limitações, torna-se mais complexo. Como aos 35 minutos Guilhermo e Castán falharam, jogando a bola de graça para Roger Guedes finalizar Muralha e marcar o primeiro paulista. Uma falha assim, desarma o espírito e a ordem do time.

Por voltar jogando organizado, marcando e lutando, não surpreendeu o gol de empate coxa marcado por Castán: aos dez minutos Egídio cruzou, Guilhermo desviou para Castán subir e de cabeça vencer Cássio.

Cedo ainda, o Coritiba esgotou todas as suas virtudes no gol de Castán. A partir daí submeteu-se ao domínio conclusivo do Corinthians: aos 23 minutos, Adson chutando rasteiro venceu Muralha, 2x1. Mas, outra vez, voltando a jogar em velocidade, aos 30 minutos, em jogada de Paixão, Alef Manga perde o gol de empate. Isso esvaziou o time, que se entregou. Aos 39, uma bola de escanteio encontrou cabeça de Gustavo Silva e foi para as redes.

Bem resumido: o Coritiba perdeu em Itaquera pelo que Alef Manga deixou de fazer. Mas esse é o custo para quem tem Alef Manga. Como ainda é tempo de recomeçar, o Cuiabá, no Couto Pereira, é uma boa oportunidade. Aliás, única, porque não haverá outra.

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