Com saudades, três mil atleticanos voltaram à Baixada. Mas, o Furacão, não apareceu. O que esteve por lá foi um time que, parecendo desconfortável com Alberto Valentim no seu comando, submeteu-se sem nenhuma resistência ao sofrível Bahia.

Aos 19’ de jogo, a televisão apanhou uma imagem que iria explicar o péssimo jogo do Athletico: Alberto Valentim e Bruno Lazaroni trocando idéias para atacar o domínio baiano. Qual o resultado que poderia sair da conferência desses dois? Bahia 2 a 0.

Um estagiário em futebol veria o que é básico quando se usa três zagueiros, o que Valentim não viu ou não sabe: Zé Ivaldo, Pedro Henrique e Thiago Heleno jogavam em linha e avançados. Qualquer lançamento baiano jogaria a bola num espaço vazio para Gilberto ou Raí. Uma bola, aos 43’ alcançou Ra de frente para Santos. Bahia 1 a 0.

Quando se tem um técnico no qual os jogadores não confiam, o intervalo é tempo perdido. O Furacão voltou para a etapa final sem corrigir o erro de posicionamento da defesa e, agora, com Richard, Erick, Terans e Nikão correndo em aventuras no meio.

Bem natural que o Bahia tenha chegado ao segundo gol, o de Gilberto, aos 4’, vindo de trás de uma zaga estática e em linha, golpeando de cabeça. Se não bastasse a desorganização tática, Alberto Valentim provocou os nervos do time e da torcida. Como se não houvesse critério para buscar uma solução, aleatoriamente tirou Terans para entrar Pedro Rocha. Com a torcida gritando “burro”, Valentim viu o uruguaio sair revoltado de campo e o time perdendo o controle emocional pelo tamanho do erro do seu comandante.

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Desconstruído tática e emocionalmente, o Furacão não criou nenhuma ilusão. Um chute de Kayzer, outro de Nikão na trave, nada mais. A torcida, que foi para matar saudades, saiu vaiando quem encontrasse pela frente. As vaias não foram apenas pelo jogo e pela derrota. Foram como um desabafo de sentimentos reprimidos.

O Furacão foi buscar uma solução para o comando técnico, mas ao contratar Alberto Valentim trouxe um grande problema.

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