O dia seguinte do Athletico à humilhação a que foi submetido pelo Galo (4x0), no Mineirão, foi tratado como se não tivesse o ontem. A tristeza da torcida que, ainda, não conseguiu apagar as imagens do massacre, foi ignorada.

Esse estado é resultado da frieza com que o presidente Mário Celso Petraglia trata a perda esportiva. Se a previsão do ganho financeiro já havia sido satisfeita, para ele, o resultado de campo é irrelevante.

A filosofia do Athletico, definitivamente, é o custo-benefício. Para Petraglia, desde que o Athletico foi campeão do Brasil em 2001, e teve que renovar com Geninho e comprar Alex Mineiro, há títulos que não valem a pena ser ganhos.

A imagem nacional deformada pela submissão ao adversário, os conceitos para se apresentar como “a noiva do mercado societário” e o sentimento maltratado da torcida, nada importa.

Qual a providência que o comando do Furacão irá adotar para a volta, na Baixada, contra o Atlético Mineiro? A manutenção de Valentim no comando é péssima para o Furacão, mas, conveniente para Autuori e Petraglia.

É que, assim, irá se isolar um único culpado quando na verdade, Valentim foi apenas um dos executores do péssimo comando do futebol do clube.

Dirão que o Athletico ganhou o bi da Sul-Americana, estará na Libertadores em 2022 e com o faturamento garantido. Essa é uma outra questão que precisa ser revista. Entendo que o título da Sul-Americana e as suas consequências têm mais conteúdo de sucesso financeiro do que técnico.

Não acredito em investimentos para a formação de um grande time. Mas essa e o caso da Baixada, são outras questões que precisam ser revistas.

MARCELO CIRINO - ESPECIAL ATHLETICO COPA DO BRASIL 2019 | Dois Um Podcast #31

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