Não há como duvidar do sentimento de Rafinha pelo Coritiba. A sua entrega é tão sincera que, às vezes, parece jogar só pela camisa.

Aos 37 anos, Rafinha tem que decidir: encerra a carreira ou renova para ajudar o clube a voltar ao Brasileirão?

Conhecendo bem os atributos pessoais de Rafinha, não tenho dúvida que nesse momento ele está com os seus sentimentos em conflitos. Para ou continua entregue ao ideal de ajudar o Coxa?

Se fosse autorizado a dar um conselho a Rafinha, seria o de incentivá-lo a seguir como jogador. Em razão de ter adotado sentimentalmente o Coritiba, o vínculo por ideal sobrepõe ao profissional.

Todos nós quando temos a alma provocada por um ideal, devemos transigir na sua busca pelo sossego. Do contrário, poderemos ser enganados. É que logo chegamos à conclusão de que ficou um vazio que nunca mais será preenchido na nossa história. E, daí, vem o maltrato doído do arrependimento.

Entendo que Rafinha tem, ainda, uma missão a cumprir:  jogar esse ano que pode acabar sendo o mais importante da história dos coxas. Se for assistir jogos na arquibancada, irá se arrepender. E, aí, será tarde.

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