Assim falou Felipão aos torcedores do Athletico: “Que nos coloquem no jogo”.

A frase não encerra a simples manifestação de um treinador pedindo apoio da torcida. Há um elemento subjetivo e de fundo na oração de Luiz Felipe Scolari: o já consciente de que das limitações do time só poderão ser compensadas com o tempo e, necessitando ganhar do Libertad, apela para o fator emocional.

E, exercendo a sua autoridade baseada em experiência, sabe muito bem que a emoção no campo no futebol atual é eventual, e a única certa com poder de influência para criar circunstâncias positivas no jogo, é a da arquibancada.

E, da arquibancada da Baixada, afirmo eu.

Há muito tempo não se ouvia alguém do Athletico pedir socorro à sua torcida. Ao contrário, só é tratada com desprezo, ironia e desconsideração como se fosse um elemento secundário na constituição na grandeza do clube.

Felipão não clama pela torcida para ganhar simpatia. Não é da sua personalidade agradar para ter benefício. Sua virtude maior como homem e treinador é ser sincero, não enganar e não iludir. Se chama a torcida para apoiar, é porque o time do Furacão está em uma fase de buscar compensar as suas deficiências com a superação.

De repente, com os gritos da Baixada, Khellven, Abner, Hugo Moura, Cuello, Pablo, Siles, Bryan, Canobbio e outros acabem jogando.

Participe da conversa!
0