Algumas coisas são tão bestas que merecem ser comentadas. É o caso do batismo do mascote e da bola para a Copa do Mundo de 2014. Chega a ser hilário.

Além dos nomes pré-selecionados não apresentarem identidade nacional alguma, fica a pergunta: precisa mesmo ter alcunha? Bola poderia ser “Bola” mesmo — afinal, assim se chama em todos os campos de pelada do país. Tatu-bola, mais fácil ainda, poderia ser… “Tatu-bola”.

Aliás, dificilmente, salvo imposto goela abaixo pela mídia, o simpático bichinho receberá outro tratamento pessoal por parte da massa. Mas quem preferir pode escolher entre Amijubi, Fuleco ou Zuzeco. Uau!

Sobre as bizarras opções de nome vale uma observação nacionalista. A patética pré-seleção foi o primeiro indício que o evento será tão popular quanto salmão e filé mignon.

Apesar de a população pagar indiretamente a construção de inúmeros estádios, sofrer com o jogo-político que baliza as obras, o cidadão mais humilde verá o Mundial mesmo pela tevê — igualzinha a todas as edições desde 1970.

A bola, a tal ‘Brazuca’, tem uma pronúncia fácil para os estrangeiros, sobretudo de língua inglesa. As outras opções — as derrotadas na escolha pelo público — seguiram a mesma lógica de compreensão: Bossa Nova e Carnavalesca. Para fechar, apesar de a população adotar o uso da palavra com ‘z’, o correto seria com ‘s’.

Segundo a Adidas, empresa responsável pela fabricação da ex-Jabulani, o problema seria a marca e patente na Europa. A justificativa, para quem não duvida dela, é no mínimo de sentar no chão para rir.

No caso do mascote, ainda corre a fase de entendimento e compreensão. Há quem diga que Amijubi combina amizade com júbilo. Fuleco é futebol + ecologia. Zuzeco faz referência ao azul presente na cabeça do bichinho. Huummmm…

Para mim, será o “Tatu-bola”, uma ótima lembrança do evento, brinquedo simpático para decorar o quarto das crianças. E quando Neymar der uma de fominha na Copa, vou gritar passa a “Bola”.

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