Atrasei em um dia a resposta aos comentários para pegar o que vocês disseram sobre a pesquisa. Vamos lá.

Juca pede desculpa por me chamar de mal intencionado – desculpa aceita imediatamente. E dá uma dura merecida no blogueiro que não explicou direito o que quis dizer sobre o Adriano Gabiru no post do Osvaldo. Espero que a emenda feita no post tenha acabado com qualquer dúvida.

Marcelo Souza pergunta se Zetti não teria sido uma opção viável para o Coxa. Nãaaaaaao!!!

O grande João Gabriel Silva diz que Carpegiani está no mesmo barco que o Valdir Espinosa, já foi bom (concordo). E diz que queria ver o Márcio Bittencourt treinando um elenco mais capacitado (discordo).

Cristian Toledo suspeita com razão que o gravador Sony que aparece na foto do Ivo Wortmann é dele. Certamente a imagem deve ter feito o Cris sentir saudade de ser setorista.

Maicon Gustavo e Alexandre dizem que Finazzi cairia como uma luva no Paraná. E o Alexandre ainda tira sarro do nome do Gedeon. É, moçada, mas infelizmente o Tricolor vai é de Abuda.

Nhobifa (Fabinho com as sílabas em ordem invertida) diz que vídeos no Youtube não querem dizer nada e cita o do Dinélson como exemplo disso. Concordo, Fabinho. Tanto concordo que escrevi lá no post isso.

O Los cobra as fotos do Ninho da Gralha. Aqui tem alguma coisa, meu querido.

Bruninho, que só aparece aqui aos sábados, pergunta quem é Luca Toni. Centroavante do Bayern de Munique e da seleção italiana, Bruninho.

Agora, a pesquisa…

Ricardo aponta os 35% que não torcem por ninguém como um nicho a ser explorado pelos nossos clubes. Bem lembrado. Acho que dá para reduzir a uns 15, 20% essa rejeição. Portanto, tem um bom número de torcedores a conquistar.

Marcos Luiz evoca a invasão “estrangeira” de paulistas e gaúchos, principalmente, para justificar a força dos clubes de fora aqui no estado. Na mesma linha, Maurício Schultz (que há meses não aparecia por aqui – seja bem-vindo) cita uma pesquisa publicada aqui pela Gazeta apontando que Curitiba tem mais gente de fora do que curitibanos autênticos. É verdade, Maurício, mas aqui em Curitiba nossos times ainda dominam. Portanto, essa maioria forasteira não se reflete ainda nas torcidas.

Fábio, torcedor do LEC e do Corinthians, faz uma série de considerações interessantes. Diz que no interior muitos não simpatizam com o trio-de-ferro porque a influência paulista é forte, porque os nossos clubes não são vencedores e por causa da rivalidade capital-interior, incentivada muitas vezes por erros de arbitragem pró-capital. Também chama a atenção para o fato de muitos curitibanos terem dois times (algo real, embora bem mais controlado aqui do que no interior).

Carlos Jacomini, Robson e Milton Roque Jr. criticam o eixo central da matéria, dizendo que foca muito mais a vitória corintiana do que a derrota dos nossos clubes. Te dou razão, Carlos, embora ao longo do material tenhamos retrancas especificamente sobre a nossa incapacidade de penetrar no interior. E o Milton ainda diz que é natural o Cirino recorrer à média de público, pois ele não poderia se calar perante a vitória atleticana na pesquisa. E diz que quando a Arena estiver maior a história será diferente.

Anderson, Tiago Fernandes e Paulo Fadel dizem que torcida deve ser medida no estádio. E o Tiago diz que os torcedores do interior são apenas simpatizantes dos clubes de fora, pois jamais viram Corinthians, Palmeiras, Flamengo etc no estádio. Além disso, Tiago reclama de jogos dos clubes paranaenses não serem transmitidos para o interior.

Ainda sobre transmissões, Marcio diz que as transmissões esportivas ajudam e muito a formar torcida. Para isso, compara o Brasileirão (que tem dois jogos de rede por rodada em tv aberta) às ligas profissionais americanas (NBA, MLB, NFL etc), em que um canal local sempre transmite o time da cidade – aqui, missão restrita ao PPV.

Além do Tiago e do Marcio, mais alguns (embora sem a mesma educação) criticaram a tv e a exibição dos jogos. Quanto a isso, algumas considerações: 1) O contrato de transmissão do Brasileiro prevê dois jogos de rede e um regionalizado por rodada. Os de rede são de um paulista fora e de um carioca fora (bem dentro do que o Marcio falou) e os regionalizados são divididos entre PR, SC, RS, MG, GO, BA, PE (só para citar os desse ano na Série A, já que a Série B tem um esquema diferente, que permite a exibição de mais jogos). Ou seja, sobra pouco jogo de time nosso para ser exibido; 2) Muitos jogos (talvez todos) de rede envolvendo times nossos e realizados aqui em Curitiba foram retransmitidos pela RPC para o interior. Claro, atende o palmeirense, o flamenguista, mas também mostra o nosso clube para o interior; 3) No Paranaense deste ano, alguns jogos (me lembro de Galo x LEC e Rio Branco e ACP) entre times de fora de capital foram exibidos para todo o estado. Claro, havia a questão de não poder mostrar o Atlético. Mas em 2009, com Atlético e tudo, também tem jogo interior x interior na telinha; 4) A moçada da tevê recebe dezenas de e-mails de gente do interior pedindo a transmissão do Paulista e não do Paranaense. É triste, mas acontece.

Marcos de Luca Rothen diz que o futebol paranaense é coadjuvante hoje como era há 40 anos, quando ele torcia para o Guarani de Ponta Grossa, o Atlético e o São Paulo. É bem por aí, Marcos.

Por fim, Carlos faz um pedido ao pessoal do interior que eu endosso: Não queremos que torçam para os times da capital e sim para times de sua cidade. Só assim ficarão fortes, com torcida, com paixão.

Top 5

Para animar o sabadão – 1.711 acessos
Sobrou o Ivo para o centenário – 1.674
Pesquisa mostra como nossos clubes são metropolitanos – 1.364
A era dos “profissionais” – 631
Clássico do Café – Parte I – 437

É isso aí, moçada. Boa semana a todos.

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