O balanço financeiro de 2018 do Coritiba indica uma diminuição na dívida total do clube no primeiro ano da gestão do presidente Samir Namur. O débito global caiu de R$ 246,1 milhões, em 2017, para R$ 241,8 milhões, no ano passado. Clique aqui para ver o documento.

Nos últimos sete anos, de acordo com dados da consultoria Sports Value, o Coxa sofria uma escalada nas dívidas. O número saltou de R$ 111 milhões em 2011 para R$ 246,1 milhões, no ano passado. Um incremento que correspondia a 122%. Pela primeira vez neste período esse número diminuiu.

O balanço de 2018, no entanto, reforça que o clube segue insolvente. O patrimônio líquido negativo escalou de R$ 44.078.327, em 2016, para R$ 52.799.987, em 2017, e agora atingiu R$ 55.441.476. Em outras palavras, de acordo com o documento, os bens do Coxa não cobrem as suas dívidas.

DÉFICIT

Mesmo pagando contas, o cenário do período foi negativo. O Coxa apresentou déficit líquido de R$ 2,6 milhões na temporada, com receita bruta total de R$ 101,3 milhões.

Como comparação, no último ano da gestão do presidente Rogério Bacellar, ainda na Série A, o déficit do clube foi de R$ 8,7 milhões, com receita na casa de R$ 118,9 milhões.

Para conseguir quitar dívidas, especialmente de curto prazo, a diretoria optou por investir menos no departamento de futebol, que encolheu consideravelmente em 2018. O risco envolvendo a decisão se provou muito grande, já que a consequência foi a permanência na Série B para 2019.

O futebol alviverde custou R$ 55 milhões em 2018, bem menos do que os R$ 69,7 milhões de 2017. Parte do dinheiro restante (R$ 4,3 milhões) foi destinado em infraestrutura de futebol e estádio.

O número total vai cair ainda mais neste ano, por volta dos R$ 40 milhões. O investimento seria ainda menor não fosse um importante aporte de direitos de TV que dará um fôlego ao clube na campanha para retornar à elite.

Entre as receitas do Coritiba, a televisão (R$ 58,9 milhões) segue disparada como a principal fonte do clube, seguido por sócios (R$ 12,1 milhões) e transferências de jogadores (R$ 11,9 milhões).

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