Pedro Serapio / Agência de Notícias Gazeta do Povo
Antes do jogo, torcedores paranistas já protestaram contra o técnico Marcelo Oliveira

Marcelo Oliveira encerrou sua passagem pelo Paraná no 1 a 1 com o Operário. Não há outra interpretação após a declaração do presidente Aquilino Romani à rádio Banda B: “Não concordei com o que foi feito hoje pelo treinador. Amanhã vou conversar com o Aramis e com o Guto. Ainda não sei o que vamos decidir.”

Quando um técnico é cobrado dessa forma, só há dois caminhos: é demitido ou pede demissão. Não há mais clima para Marcelo continuar.

Claro, não dá para jogar a culpa toda nele. Marcelo Oliveira é um técnico que nunca decolou. Viu no Paraná mais uma oportunidade de contrariar o histórico da sua carreira. Não conseguiu porque o elenco é limitado. Mas também não conseguiu porque lhe falta competência para isso. O Paraná, hoje, joga pior do que há cinco rodadas. Isso é culpa do treinador.

A parcela maior de responsabilidade é da diretoria, que montou mais um elenco limitado. Falta dinheiro? Eles sabiam dessa situação. Aquilino Romani era dirigente na gestão passada, Aramis Tissot teve reuniões antes de trocar a revolução paranista pelo mais do mesmo.

Há a promessa de bons aportes financeiros para a Série B. Se for cumprida, ainda há saída para o Paraná neste ano. Mas sem Marcelo Oliveira no banco de reservas.

Peso leve

O Coritiba perdeu seu aproveitamento de 100% e com isso a possibilidade de quebrar recordes. Em boa hora. Não ameaça de imediato a liderança e permite voltar a atenção àquilo que realmente interessa. A médio prazo, vencer a primeira fase; a longo prazo, terminar o Estadual campeão e com um time confiável. A curtíssimo prazo, é dar uma orientada melhor nos jogadores. Rafinha, Willian e Jéci poderiam ter evitado as últimas expulsões.

Marketing de semáforo

A caminho de casa, parei no semáforo perto da PUC para cruzar a Linha Verde no sentido Hauer. Lá na outra esquina, um dos tantos pedintes que tenta descolar umas moedas enquanto o não pisca o verde. Esse, porém, era diferente.

“Atenção! Atenção! Vamos aproveitar a promoção, freguesia. Homens, mulheres, crianças, idosos. Todos podem participar”, disse, ganhando minha atenção.

“Doe uma moeda para a campanha Negão Esperança”, prosseguiu. Não me aguentei. Nem eu nem a Alline, primeira-dama. Começamos a rir no carro.

Negão aproveitou a deixa do casal de ingênuos. “Atenção! Atenção! Proprietário do Idea Frex 1.4. Opa, Frex é foda. Idea Flex 1.4 HGV-8907. Essa é a sua chance”, gritou, lá do outro lado da pista.

Alline imediatamente sacou uma moeda do console e, fato raro, soltou na mão do marqueteiro. Ele ainda teve tempo de conferir se o carro era mesmo do modelo que havia chutado. E enquanto a meia dúzia de carros parada ali arrancava pela Linha Verde, ele ainda soltou: “Aproveite, freguesia. É sua última chance de me doar uma moeda”.

Nunca tinha visto esse cara ali naquele cruzamento. E olha que passo por ali com frequência. Se encontrá-lo de novo, vou perguntar se ele não é a fim de trabalhar para captar recursos para os nossos times. A lábia é melhor que o de muito cara letrado.

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