Assisti aos primeiros 15 e aos últimos 40 minutos de Atlético-GO x Paraná. Neste meio tempo, estava no ônibus (mulher viajou com o carro, me deixou 50 pila para o fim de semana e, como torrei metade em uma pizza, fui trabalhar de coletivo), ouvindo a 91 Rock do amigo Napoleão de Almeida.

Lá pelas tantas, tocava “Highway to hell*”, do AC/DC. Premonição pura. Não levou dois minutos o Dragão meteu o segundo. Depois viriam o terceiro (de goleiro), o quarto e o quinto. Cabia mais. Ficou barato para o Paraná.

Como tirei o fone assim que acabou o jogo, escrevo sem ter ouvido as explicações pós-jogo. É provável que o tom uníssono seja o de dizer que Sérgio Soares não teve tempo para trabalhar com o time. Engodo cheirando a mofo.

Até ontem, diziam os jogadores, o técnico já havia dado ânimo novo ao time. E, disse a diretoria em nota oficial, o fato novo da troca do treinador é importante para fazer o time reagir. Pois nesse Paraná não há injeção de ânimo ou fato novo que dê jeito.

O conflito de interesses dentro do clube (que a diretoria, como um avestruz tentando se esconder, enfia debaixo da terra) e a ruindade do elenco já corroeram totalmente as forças do Paraná. O time perdeu o respeito próprio e o dos outros. Como reclamar que um jogador de quinta categoria como Max não quer jogar em um time que leva cinco com treinador novo no banco?

Esse é o Paraná construído por Aurival Correia. Firme, inabalável, impávido colosso percorrendo sua estrada para o inferno.

Atendendo a dica do leitor Renan, Highway to hell significa Estrada para o inferno.

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