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André Pugliesi

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Com Arena vazia, segurança ordena que jovem esconda caveira da Fanáticos

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  • PorAndré Pugliesi
  • 21/03/2019 15:49

Pouco mais de 6 mil pessoas foram à Arena para assistir Athletico e Operário, 3 a 0 para o Furacão, na quarta-feira (20) à noite, pelo Paranaense. E mesmo com o estádio vazio (cabem 42 mil pessoas), a segurança do Furacão teve de entrar em ação ao longo da partida.

À primeira vista, quem vê a cena percebe somente um guri assistindo ao jogo. Parece um adolescente, acompanhado do pai, quem sabe, um amigo ou parente. A ameaça, entretanto, é grave, e não está na atitude do moleque, mas na camisa que enverga.

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Nas costas do rapaz, está estampada a caveira da torcida organizada Os Fanáticos. E qualquer adereço que faça alusão ao símbolo do grupo está proibido dentro do Joaquim Américo. Por causa disso, o segurança, visivelmente constrangido, teve de ordenar que a camisa fosse coberta.

Antes de qualquer coisa, é preciso lembrar que não há nenhum impedimento legal para que a torcida frequente a Baixada. Não há nenhuma orientação do Ministério Público, um termo de ajuste de conduta. Nada. A proibição é meramente um ato administrativo do clube.

É parte da guerra travada entre o presidente do Conselho Deliberativo, Mario Celso Petraglia, e a organização. Um desentendimento que, como se vê, atinge e traz embaraços a todos os rubro-negros. Mesmo um guri qualquer, sem representar perigo algum, numa arquibancada vazia.

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E assim, os atleticanos não têm direito de vestir a camisa que quiserem dentro de seu estádio, erguido em parceria com a prefeitura de Curitiba e o governo do Paraná para a Copa do Mundo 2014. É preciso seguir o dress code imposto pela diretoria, sob o risco de ser abordado pela segurança.

Cenário atual de uma relação que, há pouco tempo, era excelente. No final de 2015, integrantes da chapa CAP Gigante, que acabaria vitoriosa, gozaram do apoio e parceria da Os Fanáticos. O mesmo suporte dado no pleito anterior. Camaradagem que, no entanto, azedou.

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Assim, o outrora Caldeirão do Diabo virou o Geladão da Copa. É evidente que a torcida organizada teve e tem problemas. No entanto, enquanto o cabo de guerra da Fanáticos com Petraglia segue esticando, é a atmosfera da Baixada que perde. E torcedores e seguranças passam vergonha.

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