A promotoria do Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná (TJD-PR) divulgou nesta quarta-feira (28) exemplos do que chamou de "nítida adulteração" dos exames de Covid-19 do Cascavel CR.

O caso aconteceu na última quinta-feira (22), antes da partida contra o Athletico, na Arena da Baixada. Ao todo, 14 pessoas, entre elas três atletas, foram denunciadas no processo.

A falsificação, segundo a promotoria, se deu na inclusão do nome dos denunciados em fonte diferente da utilizada pelo laboratório.

"Tal fato foi verificado inicialmente pelo DCO por volta das 13h30 do dia em que a partida se realizaria, que ao perceber a nítida adulteração em 14 (quatorze) exames juntados no sistema pela EPD denunciada, encaminhou e-mail às 13h47 ao laboratório responsável solicitando a confirmação da data em que os denunciados haviam realizado a última coleta do exame para COVID-19".

Veja abaixo os exemplos inclusos no processo:

Veja a lista de denunciados:

  • LUIZ FELIPE CASTRO NETO – atleta
  • MATHEUS GABRIEL DE OLIVEIRA MORAES – atleta
  • WAGNER AFONSO BELLO DE LIMA – atleta
  • NICOLAS BLENK VILAS BOAS – membro da comissão técnica
  • ANTHONY PEREKLES GONÇALVES DE ALMEIDA – diretor de futebol
  • DIRCEU JOSÉ LEGROSKI – dirigente
  • JOSÉ NAIRTON ALEXANDRE FILHO – dirigente
  • ALEXANDRE SILVA CARDOSO – membro do staff
  • ARTHUR JOSÉ ANTUNES VAZ – supervisor
  • JOSÉ FERNANDO BARBOSA – membro do staff
  • NICANOR MOREIRA DE ALMEIDA JUNIOR – analista de desempenho
  • PAULO CESAR CARDOSO – segurança
  • RICARDO DE LIMA PEREIRA DA CRUZ – administrativo
  • VALDIR CAMARGO PINTO – comunicação

A procuradoria não denunciou o volante Enzzo, que também teve exame falsificado, porque o mesmo não viajou com a delegação e, portanto, não utilizou o documento falso para ingressar no estádio.

O clube vai responder nos artigos 191 e 234 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). O primeiro artigo é referente ao não cumprimento do regulamento, enquanto o segundo trata da falsificação de documento.

Já as pessoas físicas envolvidas foram denunciadas somente no artigo 234, cuja pena prevê suspensão de seis meses a dois anos e multa de R$ 100 a R$ 100 mil. A Cobra também corre risco de ser multada em até R$ 100 mil no artigo 191.

Além da esfera esportiva, o caso também passou a ser investigado criminalmente. A Polícia Civil já abriu inquérito para apurar as falsificações e responsabilizar os culpados.

Veja a denúncia na íntegra:

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