Por ter fé e ser otimista não acredito em mau presságio. Mas quando soube que Lucas Esquivel não jogaria e que o seu lugar seria ocupado por Léo, senti um calorão. E quando o jogo na Fonte Nova, em Salvador, começou, entreguei-me aos baianos. Resultado: Bahia 3 x 0 Athletico.
Ser humano, Odair Hellmann tem o direito de errar. Treinador, mantém esse direito, mas sob uma condição: comandante de um time, tem que diminuir ao máximo o risco do erro. Hellmann errou feio em Salvador.
Sem Esquivel, bastava escalar Léo Derik na lateral esquerda. Mas, como se tivesse um compromisso de sangue com Léo, para escalá-lo alterou o sistema, introduzindo o famigerado 4-3-3. Hellmann desconcertou o que tinha demorado acertar.
Resultado: Léo chegou atrasado para combater Everaldo no primeiro gol baiano, e estava largado na área, sem saber o que fazer no segundo gol do Bahia, de Everaldo. Léo ficaria no vestiário no intervalo, era certeza. Mas eis a surpresa: saiu Terán e Léo ficou, agora como zagueiro de meio. No terceiro gol do Bahia, já no final, de Luciano Juba, Léo estava escondido.
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O Athletico é mesmo um time atípico. Não conheço outro que é dependente de um lateral-esquerdo, no caso, Esquivel.
Com ele, por ser o único craque, todos jogam, pois o argentino faz todos jogarem. Sem ele, o time fica anêmico, e desorganizado, e o técnico é obrigado a buscar soluções onde só tem problemas por falta de reposição, pois Petraglia prefere investir em arquibancada retrátil.
Quando eu afirmo que Hellmann tem a obrigação de diminuir o risco de erro, é por um fato: ele é uma ilha de sabedoria cercada por Lara e Petraglia que não entendem de futebol. Se errar, o Furacão fica perdido porque não tem com quem recorrer.
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