Foi uma rodada pesada para os torcedores da dupla Atletiba, pois além das fracas apresentações os resultados não foram bons e ambos caíram alguns degraus na classificação do Campeonato Brasileiro.

No Alto da Glória, onde, há um bom tempo, vem encontrando estranhas dificuldades para se impor aos adversários, o Coritiba repetiu atuações anteriores sem brilho, ou mesmo iniciativa para pressionar o Vasco. Antes, pelo contrário, foi o time carioca que se movimentou melhor, tentou abrir o caminho do gol até que encontrou, ainda no primeiro tempo, através de Tchê Tchê, deixando a torcida coxa-branca mais uma vez intranquila e insatisfeita.

O técnico Fernando Seabra não pôde contar com Maicon, que cumpria pena pela expulsão no clássico Atletiba, e com Breno Lopes, por problemas musculares, além do volante Wallisson, também fora de suas melhores condições físicas. Com William Oliveira compondo o meio de campo com Josué e Sebastián Gómez as jogadas simplesmente não aconteceram e, consequentemente, os atacantes ficaram isolados na frente.

William Oliveira marca Tchê Tchê durante partida entre Coritiba e Vasco no Couto Pereira
William Oliveira tenta desarmar Tchê Tchê em lance do jogo entre Coritiba e Vasco. Foto: Hedeson Alves/AGIF/IconSport

A partida ficou equilibrada na etapa complementar, mas o gol de empate surgiu apenas nos instantes finais através de Felipe Jonatan, com a inestimável participação do vascaíno Saldivia.

O saldo que ficou para reflexão é de que o elenco do Coxa não possui muita variedade em termos qualitativos. Em quantidade, como todos os clubes no futebol brasileiro, sobram jogadores tecnicamente limitados.

Athletico mostrou-se vulnerável contra o Bahia

Na Fonte Nova, embalado por três expressivas vitórias consecutivas esperava-se muito do Athletico, porém o que se viu foi uma equipe vulnerável, sem personalidade e impotente diante do bem organizado Bahia.

Vulnerável, porque sem Arthur Dias, cumprindo punição, e Esquivel, com desconforto muscular, o treinador Odair Hellmann foi infeliz na composição com três zagueiros, pois se teve o retorno do categorizado Terán e a presença de Aguirre, cometeu o equivoco ao voltar a insistir com o fraco Léo Pelé.

Everaldo marcou dois gols para o Bahia diante do Athletico. (Foto: Letícia Martins/EC Bahia).

Com marcação frouxa no meio de campo, em pouco tempo os baianos fizeram dois gols por intermédio de Everaldo e praticamente liquidaram a fatura. Mendoza acertou a trave ainda no primeiro tempo, mas nada mais aconteceu além do terceiro gol do time comandado por Rogerio Ceni.

O saldo que ficou para reflexão é de que o elenco do Furacão não possui muita variedade em termos qualitativos. Em quantidade, como todos os clubes do futebol brasileiro, sobram jogadores tecnicamente limitados.

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