O zagueiro Manoel, revelado no Athletico, não vai permanecer no Fluminense em 2026 e vai ficar livre no mercado para acertar com qualquer clube. A informação foi divulgada inicialmente pelo ge.globo.
O jogador de 35 anos tem vínculo com o clube carioca até o dia 31 de dezembro e não tem acordo para seguir nas Laranjeiras.
Vale lembrar que o defensor está no Tricolor desde 2021. Nesta temporada, Manoel tem apenas 13 jogos, tendo sido titular em 12 graças às lesões dos titulares Thiago Silva e Ignácio. O defensor ainda topou, no início do ano, a renovação até o fim desta temporada com uma redução de 40% no salário que recebia até 2024.
Além disso, o Flu deseja abrir espaço na defesa para repatriar Nino, que foi campeão da Libertadores pelo clube em 2023 e atualmente está no Zenit, da Rússia. Atualmente, a equipe carioca conta com seis outros nomes para a zaga: Thiago Silva, Freytes, Ignácio, Thiago Santos, Igor Rabello e Davi Schuindt.
Manoel chegou ao Flu em 2021 e conquistou quatro títulos pelo clube: duas taças do Campeonato Carioca (2022 e 2023), o título da Libertadores (2023) e da Recopa Sul-Americana (2024). O melhor ano dele foi em 2022, quando foi titular e completou o ano com 51 jogos, sete gols e duas assistências. Contudo, virou reserva nos últimos três anos.
Manoel chegou a ser usado como atacante no Athletico
O zagueiro defendeu o Athletico por nove anos, com 263 partidas pelo time principal após três anos nas categorias de base. O jogador foi comprado pelo Cruzeiro, por R$ 9 milhões, em 2014. Contudo, a passagem no Rubro-Negro teve diversas polêmicas.
Em 2012, Manoel foi utilizado como atacante. O episódio foi promovido pelo então técnico Juan Ramón Carrasco, sendo que o zagueiro nunca tinha jogado no ataque até então. Com fama de professor pardal, o uruguaio justificou que precisava de alguém com qualidade na bola aérea, apesar da ideia não ter sido eficaz e gerado irritação entre os torcedores.
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“Tem que saber ler a partida. O jogo estava com muitas faltas e nós não temos centroavantes altos para aproveitar as bolas lançadas na área. O Manoel tem um bom jogo aéreo”, apontou o então treinador. “Ele pediu para eu dar meu máximo. Eu me senti tranquilo. Foi para ajudar o Athletico”, declarou Manoel ao fim do jogo.
Contudo, a situação irritou os atletas e o treinador do Corinthians Paranaense, adversário do jogo no Estadual. “Isso é menosprezo ao adversário”, comentou Leandro Niehues. “É até uma falta de respeito”, completou o zagueiro Flávio.
Defensor do Fluminense foi vítima de racismo, perseguição e acusou Athletico de assédio
Em 2010, dentro de campo, Manoel foi vítima de racismo em um jogo entre Athletico e Palmeiras. O zagueiro Danilo, que chegou a defender o Furacão, cuspiu no colega de profissão e o chamou de “macaco do c******”.
Naquele ano, o zagueiro alviverde pegou suspensão de 11 jogos pelo Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Três anos depois, Danilo foi condenado a pagar 540 salários mínimos, que representava R$ 366 mil na época, por injúria qualificada, mas conseguiu reduzir o valor para 100 salários mínimos, que ficou em torno de R$ 78.800.
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No mesmo ano, Manoel também foi vítima de uma perseguição. Em 2010, o zagueiro chegou a afirmar que percebeu a ação em algum ponto do Centro de Curitiba até o CT do Caju, que fica no bairro Sítio Cercado, por um Gol prata. Ao chegar no local, pediu ajuda dos seguranças do clube. Quando a polícia foi acionada, não encontrou mais o homem.
“O que ocorreu foi que um homem, aparentando estar alcoolizado, foi até a portaria do CT, dizendo que estava armado e que iria entrar, mas a PM foi acionada e resolveu tudo”, declarou Ocimar Bolicenho, que ocupava o cargo de diretor de futebol do Athletico, em entrevista ao portal Terra na ocasião.
Fora de campo, Manoel também entrou em rota de colisão com o presidente Mario Celso Petraglia. A saída do clube aconteceu após os advogados do jogador entrarem na Justiça contra o Athletico. O atleta solicitou rescisão do contrato após ter sido afastado do time principal e alegava falta de pagamentos de direitos de imagem pela classificação à Libertadores e assédio moral. O processo foi arquivado após a venda ao Cruzeiro.
Contudo, o estafe de Manoel chegou a afirmar que o afastamento era uma represália ao atleta após não terem aceitado os termos para a renovação de contrato feita pelo clube.
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