Após 23 anos de carreira, Lucho González deu adeus aos gramados. Após defender Huracán, River Plate, Porto, Olympique de Marselha e Al-Rayyan, o argentino fez seu último ato como jogador vestindo a camisa do Athletico.

Com a camisa 3 e a braçadeira de capitão, Lucho jogou por cinco minutos na Arena da Baixada, foi substituído e viu do banco o Furacão golear o Aucas por 4 a 0, carimbando vaga nas oitavas de final da Sul-Americana. Os gols marcados por Christian, Abner, Vitinho e Carlos Eduardo foram todos dedicados ao Comandante.

Os planos agora serão direcionados para carreira de técnico. Aos 40 anos, o argentino tem se preparado para continuar no futebol. Lucho já fez um ano do curso da Escuela de Entrenadores Cesar Luis Menotti, reconhecido pela AFA (Associação do Futebol Argentino), e também está tirando a Licença B da CBF.

"Deixei claro que vou tentar começar uma carreira como treinador. Tenho muita consciência que é completamente diferente daquilo que foi a minha carreira como jogador de futebol. Para isso tenho que me preparar. De todos os treinadores que tive a sorte de ter me deixaram muitas coisas na parte humana, que é o mais importante", disse em entrevista coletiva.

Do começo no Huracán até a aposentadoria no Athletico, Lucho conquistou 29 títulos e é o segundo argentino com mais troféus na história. Ele só fica atrás de Messi, que tem 37.

Após o jogo de despedida, Lucho agradeceu o carinho dos torcedores do Furacão, clube que defendeu por quase cinco anos e levantou quatro taças, três deles inéditos e dois internacionais: a Sul-Americana 2018, a J. League/Conmebol 2019, a Copa do Brasil 2019 e o Campeonato Paranaense 2020.

"Um contrato que começou com um ano e três meses e acabou sendo quase cinco. Isso resume um pouco o que foi a minha passagem por esse grande clube. O mais importante que um jogador pode conseguir são títulos, porque é algo que ninguém consegue apagar ou esquecer, e que sempre será lembrado. As conquistas que o nosso grupo conseguiu serão sempre lembradas".

Autuori definiu como sonho ver Lucho treinar o Athletico

Responsável pela vinda de Lucho ao Athletico em 2016, Paulo Autuori não escondeu a satisfação em ter trabalhado com o argentino e definiu como um "sonho" vê-lo como treinador no clube.

"Tenho certeza que ele será um grande treinador e certamente o fará aqui no Athletico. Particularmente é o meu sonho. Ele está se preparando e vai gradativamente galgar degraus. Ele é fantástico em todos os sentidos. Orgulho em trabalhar com um profissional dessa estirpe. Infelizmente não teremos mais ele dentro do campo, mas teremos ao nosso lado, passando toda vivência e capacidade de conquistar. Acho que será muito importante para os novos talentos do Athletico".

Além da carreira vitoriosa, o diretor técnico também ressaltou as qualidades de Lucho como pessoa.

"Temos vários exemplos de jogadores brilhantes, mas que não têm o mesmo brilhantismo nas ações pessoais. O Lucho consegue isso. Teve uma carreira vitoriosa, e nunca perdeu o lado humano. Isso foi fundamental para ele como jogador e será como treinador", disse.

Logo que foi anunciado como reforço do Furacão, há quase cinco anos, Lucho foi chamado de “animal competitivo” por Autuori, que havia tentado trabalhar com o argentino em outros clubes.

"Eu sabia o que ele representava em termos profissionais. Vitorioso e dedicado. Cada dia de treino parecia o primeiro dele".

O abraço de Paulo Autuori e Lucho González
O abraço de Paulo Autuori e Lucho González| Albari Rosa/Foto Digital/UmDois Esportes

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