O atacante Pablo falou pela primeira vez após o rebaixamento de 2024 e a subsequente saída do Athletico. Em entrevista ao programa Bastidores, da Trétis TV, o atacante relembrou pontos que foram determinantes para a queda do Furacão em pleno ano do centenário e ressaltou que queria ter ficado no clube para 2025.

“É ruim relembrar, porque foi muito díficil para mim e para minha família. Estou falando interno. Sou atleticano. É o clube que eu amo. Da forma que a gente começou o campeonato para a forma que terminou, a gente olha e pensa: ‘putz, não era para ter acontecido’. Doeu muito, não tem como esconder. Fiquei algumas noites sem dormir. E eu não imaginava que seria um fim de ciclo”, afirmou.

“Eu dou uma entrevista logo após o jogo do Atlético-MG e falo que meu objetivo, questão de honra, era ajudar e levar o clube para onde tem que estar, e não pode nem pensar em sair da Primeira Divisão. Foi um fim de ano muito difícil. E torci muito neste ano, em 2025, pelo nosso clube, para que voltasse para a Primeira Divisão. O 2024 foi muito ruim, o final, se você você parar para pensar. Os últimos três, quatro meses foram péssimos. E obviamente fica marcado como algo muito negativo”, acrescentou.

“Petraglia nos deixou expostos”, critica Pablo

O atacante também lamentou que os veteranos tenham sido os principais responsabilizados pelo rebaixamento. O presidente Mario Celso Petraglia chegou a dizer que os grandes responsáveis tinham sido “os velhos donos de grupo”, sem citá-los diretamente, durante reunião do conselho no ano passado. Pablo e Thiago Heleno, vale lembrar, tinham contrato e queriam permanecer no clube. Fernandinho tinha o interesse de ficar também.

“Quando cai, ou mesmo quando acontece título, não se deve achar alvos. É o coletivo. Acho que não tem um culpado específico. São decisões que a diretoria tem que tomar, e nós, como atletas, temos que entender. Mas obviamente que eu tinha um contrato a ser cumprido. Naquele momento, sou muito grato ao presidente Petraglia pelo que ele fez pelo clube e por mim, mas óbvio que ficamos mais expostos“, lamentou.

“E eu assumo minha responsabilidade. E tenho certeza que o Thiago assumiu, o Fernandinho assumiu, o Nikão assumiu e todo time assumiu. Mas assim a culpa não foi só dos atletas em campo. Quando acontece algo ruim, é diretoria, staff, comissão, atletas. Mas ficou no passado. E o clube tomou decisões. No meu entender, não foi a decisão correta, mas a gente teve que aceitar. E não pude ajudar com o acesso”, completou Pablo.

Pablo, ao lado de Thiago Heleno. (Foto: Átila Alberti/Arquivo/UmDois Esportes).

O ídolo do Furacão ainda afirmou que não ficou com mágoa do presidente, mas que queria ter jogado a Série B por questão de honra, para ajudar na campanha de acesso, assim como pensavam os outros líderes daquele elenco. “Não ficou mágoa. Obviamente que eu queria ter ficado no clube, assim como o Thiago e o Fernandinho. Todo mundo tava com aquilo de questão de honra, de hombridade de você ajudar o time. Tiveram conversas, mas a decisão foi muito nítida de a gente não estar nos planos. Faz parte”,

Por fim, Pablo confirmou que Petraglia fez falta no comando do clube em 2024 — o presidente precisou se afastar por questões de saúde. “Ele claramente fez falta. O Petraglia era quem conduz o clube. Ele é a caneta. A última decisão é dele. Com certeza faz falta, não posso dizer que não. Mas em 2022, por exemplo, que chegamos na final na Libertadores, ele também não estava tão presente”, finalizou.

Pablo tem contrato com o Sport até o fim desta temporada, mas está fora dos planos do clube, que caiu para a Série B na temporada passada. O atacante, inclusive, entrou na Justiça solicitando a rescisão indireta do vínculo com o clube do Recife.

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