Para homenagear todos os goleiros neste Dia do Goleiro, o UmDois Esportes conversou com três nomes que estão na história de Athletico, Coritiba e Paraná: Roberto Costa, Rafael Cammarota e Régis. Eles contam causos, falam sobre suas passagens nos clubes e um pouco sobre a posição mais cruel do futebol.

De Caju a Santos, o Athletico tem em goleiros uma seleção de nomes que marcaram história do clube. Seja por seus títulos, milagres ou feitos pessoais, os arqueiros fazem do Furacão uma vitrine da posição. Roberto Costa, 66 anos, ídolo da década de 80, teve três passagens: 78 a 81, em 82/83 e em 86/87.

A temporada mais marcante foi em 83, quando o goleiro recebeu a Bola de Ouro da Revista Placar, como melhor jogador do Campeonato Brasileiro. Roberto Costa, que era conhecido como "mão de anjo" pela torcida, também recebeu a premiação máxima no ano seguinte, quando já atuava no Vasco.

"Eu ainda fiquei sete jogos sem jogar na primeira fase. Mesmo assim, alcancei a média. Eu consegui a melhor média entre os jogadores, em uma época que exista grandes craques. Sou muito grato ao Athletico pela oportunidade. Eu sou o único goleiro com duas bolas de ouro", afirmou.

O Athletico, por sua vez, também fez uma campanha quase perfeita. Chegou às semifinais da competição, tendo pelo frente o Flamengo de Zico e companhia, mas acabou eliminado por um gol de diferença. A partida em Curitiba da fase está marcada até hoje por conta do recorde de público no Couto Pereira: foram 65.491 pagantes.

"Contra o Flamengo, no primeiro jogo, perdemos por 3 a 0, com um pênalti meio 'mandrake'. O jogo em Curitiba houve um recorde de público, nós conseguimos uma vitória por 2 a 0, onde infelizmente não conseguimos a classificação por um gol só. Mas foi uma grande campanha, ali o clube começou ser notado e conhecido do futebol brasileiro", diz Costa.

No Dia do Goleiro, vote no melhor da história do Athletico:

"O maior de todos é o Caju", afirma Roberto Costa

Mesmo sem tê-lo visto jogar, Roberto Costa considera Alfredo Gottardi, o Caju, como o maior goleiro da história do Athletico. O camisa 1 ainda relembra nomes marcantes da posição.

"O maior de todos é o Caju, o Alfredo Gottardi. Mas também tem o Picasso, da década de 70. Teve a minha presença em 80 e do Rafael [Cammarota]. O Altevir, que foi um grande goleiro também. Tivemos a passagem do Weverton recentemente. E agora do Santos. O Flávio, campeão brasileiro. Então, o Athletico é um celeiro de goleiros. Para mim, os dois melhores goleiros da atualidade do Brasil são o Weverton e o Santos", declarou.

"Apesar de não tê-lo visto jogar, eu consigo ele como o melhor. Até por ter sido o primeiro jogador do futebol paranaense a ser convocado para a seleção brasileira. E ter sido titular com a seleção em torneiro sul-americano. Com certeza, é um dos maiores goleiros que o Athletico teve. O Santos e o Flávio também são muito marcantes pelas conquistas que têm. São atletas que vão ficar com o nome na história", completou Costa.

O "mão de anjo" revela que o gosta muito de acompanhar o goleiro Santos nas partidas e vê qualidades parecidas com seu estilo. "Um gosto muito de ver o Santos. Não é um goleiro espalhafatoso. Um goleiro regularíssimo. Que não é de fazer poses e tem uma colocação muito boa. E isso é o que eu gostava", compara.

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