Muitos motivos explicavam o rebaixamento do Athletico para jogar essa Segundona de 2025. Foram tantos os motivos: a fuga de Cuca, a omissão de Petraglia, a aventura mortal com os “treinadores” Varini e Lucho González.
Foram tantos e das mais diversas formas que se esquece da maior perda técnica e tática: a exclusão de Julimar por contusão.
Perdendo-o, o Furacão perdeu a sua velocidade para o contra-ataque e os seus gols inesperados, como são aqueles que a bola finalizada é repentina, saindo de uma zona morta do campo.
O Athletico vai respirando por aparelho para voltar ao Brasileirão. Só que agora o aparelho é de última geração. Criador de esperança, pode salvar a vida do Furacão que, aliás, lhe é caro desde menino: Julimar.
Com ele estão voltando os gols: da bola chutada da zona morta, na qual ninguém acredita que alguma coisa possa acontecer.
Foi assim que fez os dois gols na vitória sobre o Amazonas. Com Viveros e ele, recebendo bolas de Zapelli, o treinador Oldair Hellmann não terá nenhum argumento para justificar algo diferente de uma vitória nos quatro jogos que restam.
Há quem entenda que o futebol serve como uma analogia figurada da vida. Entendo que não, pois na vida não há coincidência. É como no futebol, em que só há fatos. E fatos são inflexíveis, existem ou não existem.
O Athletico começou a ser rebaixado em 2024, no momento em que perdeu Julimar. Agora volta a ter esperanças para jogar o Brasileirão em 2025, porque Julimar voltou.