Luiz Felipe Scolari, 73 anos, do Athletico, e Ricardo Alberto Zielinski, 62 anos, do Estudiantes, são os técnicos mais velhos da quartas de final da Libertadores. Os treinadores iniciam a busca pela classificação nesta quinta-feira (4), às 21h30, na Arena da Baixada.

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De um lado do confronto, Felipão. O mais experiente entre os treinadores do mata-mata e que dispensa apresentações. Duas Libertadores, dois Brasileiros, cinco Copas do Brasil, um Mundial e outros títulos nacionais e internacionais.

Calejado, o treinador chegou em um momento turbulento no Athletico e sob desconfiança da torcida, mas logo reverteu as situações e tem feito um ótimo trabalho.

Com seu estilo "família" e "sincerão", deu chances e recuperou atletas, conquistou torcedores e jornalistas e melhorou os números do Furacão: são 23 jogos, com 14 vitórias, seis empates e três derrotas (41 gols marcados e 19 gols sofridos). Na Arena da Baixada, onde o clube inicia a busca pelas semifinais, inclusive, o time está invicto sobre o seu comando: nove vitórias e três empates.

Para o colunista Carneiro Neto, do UmDois Esportes, a chegada de Felipão representa um upgrade na história do clube.

"O Athletico mudou a chave com a chegada do Felipão. O clube vinha com técnicos, digamos, 'normais'. E o Felipão está acima do normal, um técnico de renome e, não por acaso, campeão mundial com a seleção brasileira e diversas vezes campeão dos mais variados torneios nacionais, continentais e internacionais", disse.

"Ele representa ao Athletico um upgrade, um crescimento para o clube e, ao mesmo tempo, ele leva toda sua experiência, vivência, conhecimento e transmite isso para os jogadores, inclusive, influindo na personalidade dos mais jovens, que, não por acaso, renovaram-se bem e recuperaram a confiança. O Furacão está bem servido de treinador e poderá sim ir mais longe nessa Libertadores", acrescenta Carneiro Neto.

Felipão, técnico do Athletico
Felipão, técnico do Athletico| Atila Alberti/UmDois Esportes

Do outro lado, Zielinski. Um treinador também de bagagem, mas que nunca saiu do seu reduto. Desde que virou treinador, em 1994 no argentino Ituzaingó, nunca dirigiu um clube de fora da Argentina.

Antes de treinar o Estudiantes, passou pelo Racing em 2016 e pelo Atlético Tucumán, de 2017 a 2021, onde levou o time pela primeira vez à Libertadores. Tem apenas um título da taça da Superliga Argentina pelo clube alviceleste em 2021.

Conhecido como "El Ruso", principalmente pelo sobrenome e pelo cabelo avermelhado, é daqueles técnicos próximos aos atletas, que prioriza que seus times joguem no contra-ataque e com ligação direta do que controlem a posse de bola. A forte bola parada, tradição do copeiro Estudiantes de La Plata, também tem uma atenção a mais do treinador.

"É um dos treinadores mais experientes do futebol argentino. É tradicional e prioriza muito a organização tática, a agressividade, a efetividade e terminar as jogadas. Não dá muita importância em ter a bola e sair jogando todo o tempo. Ele cobra muito a atenção dos jogadores, de estarem atentos para que ganhem a segunda bola", disse Tomás Yaques, jornalista da Rádio La Cielo e do portal Cielo Sports, de La Plata.

"Outra questão do técnico e também da história do clube é a bola parada. É algo que ele dá muita importância, que já deu muito resultado neste ciclo de Ricardo. Neste último tempo não está dando resultado, mas ele está trabalhando para corrigir, voltar a ter uma identificação e aproveitar a bola parada", completou o Yaques.

Se não tem grandes títulos na carreira, um triunfo que ficará para sempre marcado no currículo do treinador foi ter rebaixado o River Plate. El Ruso era o comandante do Belgrano naquele fatídico ano de 2011: nos playoffs do rebaixamento o Belgrano venceu por 2 a 0 em Códoba e empatou em 1 a 1 em Buenos Aires se livrando do descenso.

Pelo Estudiantes, Zielinski já tem 79 jogos. Sob o comando do treinador, os pinchas fizeram um bom início de ano e chegaram a ficar 13 jogos sem perder no primeiro semestre. O elenco também viveu uma ótima fase de grupos da Libertadores, ao conquistarem 13 pontos, com quatro vitórias, um empate e apenas um derrota. Porém, dos últimos 11 jogos, só venceram dois e o trabalho do técnico tem sido questionado pela torcida.

Depois da derrota para o Boca Juniors, no dia 17 de julho pelo Argentino, por exemplo, o treinador preferiu não dar entrevista coletiva após a partida. O Estudiantes também vem de um empate com o Banfield por 0 a 0, no último fim de semana. Na classificação da Liga Argentina, o time é apenas o 22º colocado, com 12 pontos em 11 jogos. Zielinski tem contrato até o fim do ano com o Estudiantes.

Ricardo Zielinski, técnico do Estudiantes
Ricardo Zielinski, técnico do Estudiantes| Divulgação/ Estudiantes

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