Centenas de pessoas se dirigiram à Arena da Baixada para dar o último adeus a Sicupira, uma das principais figuras da história do futebol paranaense e ídolo do Athletico, que morreu no último domingo (7), aos 77 anos.

Com muitas homenagens e emoção, familiares, amigos, jogadores, ex-atletas, dirigentes e torcedores se despediram do maior artilheiro do Furacão nesta segunda-feira (8).

O velório foi restrito aos familiares no início da manhã. A partir das 10h, o público em geral teve acesso ao estádio para a despedida do craque. Atleticanos fizeram filas do lado de fora da Baixada, e acompanhavam em silêncio a liberação.

O sepultamento será realizado em Almirante Tamandaré, na região metropolitana de Curitiba, também nesta segunda, e restrito a familiares e amigos do eterno Craque da 8.

Veja fotos do velório de Barcímio Sicupira

  • Paulo Miranda, ex-jogador e dirigente do Athletico. Foto: Monique Silva
  • Nelson Justus e Alexandre Curi, deputados estaduais | Foto: Joka Madruga/Foto Digital/UmDois Esportes
  • Mario Celso Petraglia, presidente do Athletico | Foto: Monique Silva
  • Foto: Joka Madruga/Foto Digital/UmDois Esportes
  • Amauri, ex-lateral | Foto: Monique Silva
  • Foto: Joka Madruga/Foto Digital/UmDois Esportes
  • Alberto Valentim, técnico do Athletico | Foto: Monique Silva
  • Cocito, ex-volante | Foto: Monique Silva
  • Linhares Junior, narrador | Foto: Joka Madruga/Foto Digital/UmDois Esportes
  • Fernando Gomes, comentarista | Foto: Joka Madruga/Foto Digital/UmDois Esportes
  • Barcímio, filho de Sicupira Foto: Joka Madruga/Foto Digital/UmDois Esportes
  • Familiares de Sicupira Foto: Joka Madruga/Foto Digital/UmDois Esportes
  • Levir Culpi, técnico
  • Valmos Zimmermann, ex-presidente do Athletico | Foto: Joka Madruga/Foto Digital/UmDois Esportes
  • Foto: Joka Madruga/Foto Digital/UmDois Esportes

Torcedores prestam homenagem ao ídolo

Presidente do Athletico, Mario Celso Petraglia comparece ao velório na Arena da Baixada

"É um momento difícil que nós atravessamos. O mundo inteiro em uma pandemia perdendo muitos amigos e conhecidos. E quando esses que representam, como Barcímio representou para o nosso clube, um ídolo, que fez história, o sentimento é infinitamente maior. Foi uma caminhada linda desse jogador que se transformou em ídolo do nosso clube", lamenta Petraglia.

Veja depoimentos de amigos de Sicupira

Levir Culpi, técnico e ex-atleta

“É um dia muito triste. O Sicupira era muito brincalhão. Todo mundo gostava de estar junto. Isso não tem nada a ver currículo. É um currículo de craque. Jogou muito. Ele deixou um legado de amizade e de relacionamento, que ficou marcado. Quem se chama Sicupira? Ele é um cara único. Isso ajudou muito na carreira dele, além das inúmeras qualidades que ele tinha. Ele era acima da média tecnicamente e marcou época nos clubes por onde passou. Nos anos 60, 70, isso era nítido difícil, até porque nós tínhamos grandes jogadores".

Tcheco, técnico e ex-atleta

“Sicupira é daquelas pessoas que você nunca vai achar alguém falando mal dele, seja dentro ou fora do esporte. O meu pai, que vinha aos jogos com o meu avô, falava dos ídolos do nosso estado. E ele é uma lenda, igual foi o Krüger e o Alex. É um mito que partiu. Fico triste pela partida, mas feliz pela história que ele deixou e também por terem feito homenagens em vida a ele. Isso é muito importante para um atleta do clube. Bom me despedir como fã que sou dele. Lembro do meu primeiro jogo pelo Paraná contra o Athletico, aqui na Baixada, e eu fui convidado para ir ao Mesa Redonda, e ele era um dos membros da mesa. Cheguei lá com meu pai, que ficou todo embasbacado e emocionado porque era o ídolo dele. Eu não tinha muita noção daquilo, mas a gente vai construindo e vendo a imensidão do que ele fez no nosso futebol. Ele merece todas as homenagens. Que ele se encontre bem agora".

Dr. Edilson Thiele, médico

“É a lembrança do meu maior ídolo do Athletico. Vinha aos jogos a partir dos dez anos com o meu pai. Ele tinha muita coerência como comentarista, cronista. Sempre foi muito coerente. E, como jogador, era aquele sonho de tirar uma foto do lado, de ter uma assinatura. Perdemos Nilson Borges… e agora o Sicupira. Estamos perdendo as nossas referências. Eles foram a minha referência como atleticano. Ele tinha um respeito enorme pelo departamento médico do Athletico. A gente tinha uma relação fraterna, de amigo mesmo, de uma pureza".

Paulo Rink, ex-jogador

"Só ele e Paulo Baier passaram dos 100 gols pelo Athletico. Mas 157 gols é muito respeito, bagagem e qualidade. Ele fez gols que ninguém conseguiu repetir. Um tremendo respeito ao atleta e à pessoa que sempre foi. O jeitão carinhoso dele de tratar as pessoas, de falar manso, de dar uma dura quando precisava, até a bronca dele era engraçada pelo seu jeito. Ele não falava alto, falava baixinho, e era aquela bronca que te dizia a verdade e falava para você repensar nas condutas".

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