A Globo mantém uma boa relação com o Athletico, mas está longe chegar a um consenso que evite os apagões televisivos envolvendo o clube no Brasileirão.

Pelo menos essa é a visão do diretor de direitos e relacionamento do futebol da emissora, Fernando Manuel Pinto, em entrevista ao programa Dividida com Mauro Cezar Pereira, do UOL.

O Furacão, único clube que não fechou a venda de pay-per-view (PPV) da Série A, também não chegou a um acerto sobre os direitos de TV fechada após a rescisão unilateral feita pela TNT.

"A Globo não deixou de fazer contrato com o Athletico por opção. Há um modelo coletivo, e o Athletico exerceu um direito, dentro da avaliação do clube, de que aquilo não prestava", disse Fernando Manuel.

O executivo deixou claro que a empresa não pode flexibilizar condições em favor de determinado clube pois precisar respeitar o modelo contratual adotado pelos outros. "Eu acho que o dialogo é bom, é positivo por que há compreensão de parte a parte, mas ainda vejo como distante esse entendimento", enfatizou.

No fim de 2018, quando ainda não havia fechado contrato de TV aberta com a Globo, Petraglia já criticava a divisão das cotas de televisão, expondo o valor que o Rubro-Negro teria direito de PPV.

“Flamengo e Corinthians faturarão quase R$ 300 milhões ano que vem [2019] só de televisão. O novo contrato absurdamente piora para os clubes médios. E nós vamos assinar isso? Vamos vender nosso PPV no ano inteiro por R$ 6 milhões? Você venderiam?”, indagou o dirigente em entrevista à Rádio Transamérica.

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