Mais uma vitória, agora sobre o CRB, e pronto: o Coritiba estará de volta ao Brasileirão. Será a prova de que, no futebol, não há outro projeto que não seja o resultado. Mas nem sempre foi assim.
Do Coritiba de 1995, que, após anos, voltou a jogar o Brasileirão, remanescem lembranças que superam os números: Alex, Ademir Alcântara, Pachequinho, Jetson e Marquinhos Ferreira, comandados pelo lendário Krüger. Passados 30 anos, ninguém os esquece. Quem não os viu naquela época, conhece-os pelas lembranças históricas.
Do Coritiba de 2025, qual a lembrança que poderá ser resgatada daqui a 30 anos? Duas apenas: o goleiro Pedro Morisco e o treinador Mozart. De resto, só os números. No futebol atual, só importam os números, que podem ser conquistados com um futebol rústico, sem brilho. E números conquistados assim não provocam lembranças.
Athletico e o novo recomeço
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Na Baixada, contra o Amazonas, que está prestes a ser rebaixado, o Athletico iniciará seu último recomeço em 2025. A partir desse jogo, serão cinco partidas em que o time desafiará a única verdade do futebol: a vitória. Por qualquer perda, nem que seja um ponto, não haverá um novo recomeço.
Uma semana se passou desde o empate frustrante contra o Avaí (1 a 1), e nada aconteceu. Eis um grande problema: o Furacão fracassa e nada muda, o que sinaliza um certo conformismo, inclusive por parte da torcida.
Vejam só como as coisas andam. Estaria ocorrendo apreensão pelo fato de Bruno Zapelli e Kevin Viveros, os únicos com capacidade de fazer o Athletico diferente, estarem ausentes? Talvez. Mas seria preciso apenas eles para vencer o Amazonas? Entendo que não.
O importante é que o treinador Odair Hellmann tenha recuperado o equilíbrio emocional, pois sem ele não haverá clareza para que o Furacão conquiste as cinco vitórias necessárias.