Chegou ao fim da punição do Athletico de não poder contratar jogadores após o julgamento do Caso Rony. O Furacão foi condenado a pagar à vista uma multa de US$ 1,2 milhão (cerca de R$ 7 milhões) ao Albirex, do Japão, por quebra contratual.

O clube japonês cobrava 10 milhões de euros, mas o caso foi encerrado pela Corte Arbitral dos Esportes. Mas a pergunta que fica é: valeu a pena o risco de contratar Rony?

Após o resultado final do julgamento, a resposta é sim. Além das conquistas dentro de campo, com Rony sendo fundamental no título da Copa do Brasil - ele era reserva na Sul-Americana -, o Athletico lucrou com o atacante de 25 anos. Mesmo arcando com a multa.

O Furacão vendeu 50% dos direitos de Rony ao Palmeiras por 6 milhões de euros (cerca de R$ 40 milhões), parcelados em quatro vezes anuais.

Além disso, o clube paulista abateu a dívida de R$ 1,2 milhão pelo empréstimo do atacante Carlos Eduardo ao Rubro-Negro. Dos 6 milhões de euros pagos pelo Palmeiras, o Athletico teve que repassar 1,5 milhão de euros (R$ 10 milhões) ao staff do atleta pela divisão dos direitos federativos.

E tem mais: o Ahletico segue com 35% dos direitos de Rony. O Palmeiras tem 50% e o empresário do jogador detém os outros 15%.

Portanto, nesta conta, abatendo o valor da multa que o Atheltico pagou ao Albirex, o Furacão lucrou R$ 24,5 milhões com Rony contando apenas o aspecto financeiro do negócio. Isso contando que o clube paranaense pode lucrar mais caso ele seja vendido pelo Palmeiras.

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