A "era Carille" no Athletico durou apenas três semanas. No dia seguinte à goleada por 5 a 0 sofrida para o The Strongest, na Bolívia, pela Libertadores, o treinador foi demitido do Furacão com apenas sete jogos no comando do time.

O pouco tempo de trabalho e a demissão acontecendo logo após um resultado inesperado fez com que o elenco lamentasse o ocorrido.

"Toda demissão é chata, triste. E da maneira que foi, com a gente tomando cinco gols, foi um clima de velório. Era um cara que estava nos ajudando, um excelente treinador, que estava colocando seu plano de jogo. Foi muito curta a passagem dele, mas no futebol acontece isso quando o momento não é bom", disse o atacante Marcelo Cirino, em entrevista à ESPN.

No mesmo dia em que Fábio Carille foi demitido, o Rubro-Negro anunciou a chegada de Luiz Felipe Scolari. Em menos de duas semanas no cargo, Felipão já vai para o seu terceiro jogo, contra o Libertad, nesta quarta-feira (18), na Arena, pela quinta rodada do Grupo B da Libertadores.

Cirino evita comparações entre Carille e Felipão

Com pouco tempo, Cirino não consegue apontar as principais diferenças de estilo dos treinadores, exceto pela formação tática.

"O Carille estava tentando implantar um estilo de jogo com três zagueiros e o professor Luiz gosta de jogar com uma linha de quatro. Foi pouco tempo do Carille, não tínhamos tempo para treinar e com o professor Luiz também é jogo em cima de jogo, não tem todo o grupo completo. É cedo para apontar uma diferença de trabaho entre os dois", afirmou.

"Ele cobra bastante, mas sabe que temos capacidade, potencial para estarmos em uma situação melhor. É uma cobrança sadia e está bem tranquilo", completou o atacante.

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