Houve um tempo que buscava nas novenas de Santo Antônio, no Bom Jesus, a esperança de ver o Athletico alcançar um objetivo. Era um tempo em que eu acreditava que algumas coisas no futebol poderiam ser resolvidas com a intervenção divina.

Por ler bastante os filósofos católicos São Tomás de Aquino e Santo Agostinho, concluí que um milagre depende de fé e não de um fato. No futebol atual, fé não há, só há um fato: o dinheiro. 

Um amigo, atleticano dos grandes, resolveu recorrer à sua fé para ver o Athletico de volta ao Brasileirão. “Só um milagre salva o meu Furacão”, disse-me. 

Furacão não terá Viveros. Foto: Geraldo Bubniak/Gazeta Press

Procurei e achei perdida, em uma gaveta do escritório, uma calculadora que nos tempos em que o Furacão precisava de cálculos complexos para alcançar seu objetivo, parecia fazer milagres. 

E desta vez ela foi fria, lógica e objetiva, como é a matemática: para classificar-se, o Athletico precisa ganhar, na Baixada, do Amazonas, Volta Redonda e América-MG, afundados na tabela. Fora, do Goiás e da Ferroviária.  

A fragilidade dos adversários, em especial dos jogos da Baixada, não reclama a ajuda extrema do milagre. Se depender desse, o Athletico não subirá. 

Não acredito que exista de plantão alguém superior, que esteja sensibilizado pelos erros do presidente Mario Celso Petraglia na condução do futebol, agravados pelo inconsistente técnico Odair Hellmann, que torna medíocre um time ruim. 

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