O Athletico tem um acordo encaminhado para renovação do contrato de Felipe Chiqueti, artilheiro do clube em 2026. O atacante de 21 anos é uma das sensações da equipe rubro-negra neste início de temporada e vai prorrogar o vínculo, que vale até o fim deste ano, por mais cinco temporadas, segundo informação divulgada pela Trétis.

Chiqueti deve assinar até o fim de 2031, tendo uma valorização salarial e aumentando a multa rescisória. Vale lembrar que o jogador é formado no CT do Caju e está no clube desde 2019, quando tinha 14 anos. Ele passou por todas as categorias de formação e fez a estreia pelo time profissional no início de novembro de 2023. Ele entrou aos 30 minutos do segundo tempo, no lugar de Bruno Zapelli, na derrota por 1 a 0 para o Corinthians, pela 31ª rodada do Brasileirão daquele ano.

Contudo, Felipe Chiqueti voltou para o sub-20, onde ganhou bastante destaque em 2025. Inclusive, o técnico João Correia foi fundamental para a permanência do atleta, que chegou a ter uma negociação avançada para ir ao Estrela Amadora, de Portugal. Contudo, o comandante mais novo da história rubro-negra convenceu a sequência de Chiqueti no Athletico.

Na grande chance que tem na carreira, Chiqueti vingou no time de aspirantes que disputou a maior parte do Campeonato Paranaense. Ele soma cinco gols e três assistências nos oito jogos que disputou nesta temporada, tornando-se o principal goleador do clube. Além disso, vem sendo utilizado pelo técnico Odair Hellmann desde que foi testado na goleada por 5 a 0 sobre o Foz do Iguaçu, no jogo de ida das quartas de final. A atuação, com direito a duas assistências, foi bastante elogiada pelo treinador.

Já no Brasileirão, Chiqueti ganhou oportunidade e atuou por 23 minutos na vitória por 2 a 1 sobre o Santos, pela terceira rodada. Além disso, a tendência é que ele seja acionado no duelo diante do Corinthians, marcado para às 19h30.

Nesse sentido, o jovem de 21 anos se torna uma opção interessante para o decorrer da temporada, já que o Furacão buscava a contratação do colombiano Edwuin Cetré, do Estudiantes. Sem um desfecho positivo na negociação, Chiqueti tem aproveitado a maior oportunidade da carreira para mostrar que tem capacidade de ser útil e peça importante no elenco principal do Furacão.

“DNA não se compra pronto”: Chiqueti é destaque em análise de ex-diretor

Paulo André Benini, conhecido pela carreira como zagueiro, exerceu também o cargo de diretor de futebol do Athletico de julho de 2019 a outubro de 2020. Ele teve duas passagens pelo Furacão, entre 2005 a 2006 e de 2016 a 2019, quando virou dirigente. O zagueiro conquistou os títulos da Copa do Brasil de 2019, da Sul-Americana de 2018 e do Campeonato Paranaense de 2016 e 2019.

Com o sucesso de Chiqueti e outros jovens formados nas categorias rubro-negras, ele elaborou um texto sobre fomentar atletas com identidade do clube.

“Há algo acontecendo no Athletico Paranaense. Enquanto o debate gira em torno de reforços e resultados imediatos, alguns meninos da base começam a ter minutos consistentemente. (…) Chiqueti, Léo Derik, João Cruz, Dudu, Artur e Bruninho iniciam 2026 em destaque, chamando a atenção de muita gente”, apontou.

“O Athletico viveu anos de aceleração. Apostou no mercado pronto. Priorizou o impacto imediato. Esses meninos atravessaram esse ciclo. E agora começam a aparecer. O Athletico sempre foi mais forte quando competiu com identidade. Quando a base alimentava o profissional com naturalidade e continuidade. DNA não se terceiriza. Não se compra pronto. Constrói-se no tempo”, escreveu.

Paulo André destacou que são jogadores nascidos entre 2005 e 2008, sendo que chegaram ao clube com cerca de 13 anos, entre 2018 e 2019, quando ainda estava no Rubro-Negro. Também constatou a troca constante dos profissionais do departamento de futebol, citando a “rotatividade” no clube.

“Cresceram no CT do Caju. Viram o clube conquistar títulos importantes. Foram formados no campo e fora dele. Criaram vínculo. Pertencimento. Isso não é detalhe. É cultura.Naquele período houve uma decisão clara: investir na iniciação, aproximar famílias, construir identidade. Enquanto muitos entraram e saíram no meio do caminho nos anos seguintes, eles permaneceram. Resistiram às trocas de comando, às mudanças metodológicas e à alta rotatividade que marcou o clube”, completa.

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