O advogado Luiz Fernando Casagrande Pereira, em participação no podcast Carneiro & Mafuz, fez críticas duras ao atual sistema político do futebol brasileiro. Atual presidente da OAB-PR (Ordem dos Advogados do Brasil no Paraná) e atuando para o Athletico no caso da dívida Arena da Baixada, ele comentou o fato dos presidentes das federações receberem vencimentos mensais para apoiar o comando da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).


“É absurdo que o Brasil, depois de tudo que aconteceu, ainda esteja sendo comandada por uma CBF que se elege sem nenhuma relação com os clubes. Os presidentes das Federações estão comprados por uma remuneração mensal paga pela CBF. Não escondem, aliás, ficam garbosos com a divulgação”, disparou.

Pereira ainda relembrou que a direção do Athletico sempre esteve interessada na criação de uma liga, principalmente com atuação do ex-diretor jurídico Rodrigo Gama, advogado que deixou o Furacão para atuar no Botafogo. Além disso, também defendeu que o presidente Mario Celso Petraglia podia ser um nome para ajudar a unificar a Liga Forte União (LFU) e a Liga do Futebol Brasileiro (Libra), os dois blocos de clubes que se formaram para a criação de uma liga e que atualmente negociam os direitos de transmissão.

“O Athletico ajudou, tanto que o Rodrigo Gama esteve lá na direção. O ideal seria unir as duas e acho que o Mario poderia dar uma contribuição nisso para organizar o futebol brasileiro fora daquele ambiente contaminado da CBF, que é comandada por quem consegue articular esses presidentes de Federação”, completou.

Advogado Luiz Fernando Casagrande Pereira foi o convidado do podcast Carneiro & Mafuz. (Foto: Reprodução)

Presidente da OAB-PR defende SAF no Athletico para sucessão de Petraglia

O advogado Luiz Fernando Casagrande Pereira aponta que o clube está se preparando para ter a melhor SAF do futebol brasileiro. “O Athletico estabeleceu condições. Não basta ter dinheiro, quero saber qual é o projeto do grupo que está chegando. A perenidade da gestão do Athletico é inegável. As condições que o Athletico tem para montar a melhor SAF do Brasil, e uma das melhores do mundo, estão dadas”, apontou.

Além de elogiar o presidente Petraglia, o advogado afirmou que o legado do dirigente é incontestável. Para ele, é preciso errar muito, em muitas gestões seguidas, para destruir o que já está construído no Furacão. Pereira ainda deixou claro que entende que a transição para a SAF seria o melhor caminho quando Petraglia não for mais o presidente rubro-negro.

“Como fica depois do Mario Celso? É muito melhor que seja SAF. E o Athletico não vai se entregar para a SAF como se entregaram, por exemplo, Botafogo, Vasco e Cruzeiro, para pagar dívida. Ou o próprio Coritiba“, declarou.

Na sequência do raciocínio, Pereira apontou que a realidade rubro-negra se difere das demais pelo clube ter apenas a dívida do estádio. Ou seja, o Furacão não precisará de investimentos em outro setor que não seja o futebol.

“Nós temos algumas diferenças no Athletico, que tem um patrimônio líquido positivo, de R$ 1 bilhão. Exceção da exceção. Ninguém precisa investir na Arena, que depois do teto retrátil agora tem arquibancada retrátil. E o CT também não precisa de investimentos. Então no caso do Athletico seria todo [o investimento] no futebol”, completou Pereira.

Assista ao podcast Carneiro & Mafuz #151

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