As eleições para definir o próximo presidente do Athletico ocorrem apenas no final do ano que vem, mas já começaram a ser assunto dentro e fora do clube. Mario Celso Petraglia está em sua segunda gestão consecutiva como mandatário do Conselho Deliberativo e não pode buscar mais um mandato. Já a oposição, que se juntou a Petraglia no último pleito, ainda não tem uma situação definida.
O advogado Luiz Fernando Casagrande Pereira, presidente da OAB-PR (Ordem dos Advogados do Brasil no Paraná) e que trabalha no Athletico há mais de 15 anos, vê com incerteza o cenário para as próximas eleições. Apesar disso, destacou a força do clube no momento e afirmou que seriam necessárias várias gestões ruins para comprometer o legado de Petraglia.
“Tem que errar muito durante muitas gestões seguidas para comprometer o legado do Mario Celso”, afirmou o advogado do Athletico e presidente da OAB-PR.
Pereira foi o convidado do podcast Carneiro & Mafuz desta semana e debateu diversos assuntos do Rubro-Negro com os jornalistas Fernando Rudnick, Augusto Mafuz e Carneiro Neto.
Ainda durante o programa, Pereira também comentou sobre nomes históricos do Athletico que participaram do início da atual gestão, como Ademir Adur e Enio Fornea. De acordo com o advogado, esses dirigentes deixaram o atual conselho, mas reconhecem o legado de Petraglia.
“Não sei quem está na oposição hoje. A oposição já teve várias configurações, atualmente não conheço os nomes”, disse.
“Os grandes nomes do Athletico lá de trás, Ademir Adur, Enio Fornea, estavam no conselho desta gestão e saíram por uma desavença. Conversei ocasionalmente com o Enio Fornea e todos eles reconhecem o papel do Mario. Acho difícil uma oposição”, acrescentou o presidente da OAB-PR.
O futuro do Athletico com ou sem Mario Celso Petraglia
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Independentemente de quem estará no poder a partir de 2028, o advogado do Athletico ressaltou que o clube vive uma situação financeira sólida atualmente, principalmente pela capacidade de geração de receitas com shows e eventos na Arena da Baixada. Por isso, na avaliação de Pereira, o Rubro-Negro dificilmente perderia força caso a próxima gestão não seguisse o mesmo caminho.
“Eu queria resumir a posição do Athletico. Para pegar o Athletico de hoje, com estrutura de governança, com patrimônio que tem, e levar o Athletico a uma situação ruim, teríamos que ter muitas gestões ruins uma atrás da outra. Não é fácil desfazer o que foi feito. O Athletico tem uma estrutura de arrecadação sólida, porque está vinculada à capacidade de geração de receita do estádio. Veja o show da Xuxa, com 43 mil pessoas.”
Além dos shows, o Athletico tem outras fontes de receita com a Arena da Baixada, entre elas a venda de camarotes e até mesmo a possibilidade de uma nova tentativa de comercializar os naming rights.
“O Athletico tem uma geração de caixa dos shows, os camarotes têm uma fila de espera enorme e custam R$ 28 mil por mês. As cadeiras, naming rights, que podem vender a qualquer momento. O Athletico tem capacidade de geração de caixa que caiu para a Série B, com R$ 200 milhões a menos no caixa, mas pagou a parcela do financiamento e não precisou vender jogador”, destacou Pereira.
Até o ano passado, o Athletico tinha o terceiro maior acordo de naming rights com a Ligga Telecom, que deu nome ao estádio entre junho de 2023 e 2025 e rescindiu o contrato na Justiça. Em agosto, a 12ª Vara Cível de Curitiba julgou improcedentes os embargos à execução apresentados pela empresa que deu nome ao estádio e manteve a cobrança de R$ 32.025.275,14 para a empresa de telefonia.