O técnico Omar Feitosa fez elogios e cobranças ao atacante Carlos Henrique, artilheiro do Paraná na Série D, com três gols em cinco partidas. Segundo Feitosa, boa fase como a atual não é novidade na carreira do jogador.

"O Tanque é um centroavante que faz gol. Só que, aqui no Paraná, ele ainda não ultrapassou, em relação às últimas temporadas que fez, o limite de onde já chegou", analisou Feitosa, em entrevista coletiva nesta quinta-feira (26).

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"Ele já chegou até aqui em outros times. Já fez três gols, ganhou destaque, mídias importantes vieram entrevistá-lo. O desafio do Tanque agora é passar deste nível", prosseguiu o treinador.

Segundo Feitosa, um dos principais desafios do jogador é cuidar da parte atlética. Em especial, controlar o "instinto da fome".

"Daqui a pouco ele para do nada. Por motivos que às vezes não tem controle. Eu converso com ele. Tem coisas que o instinto te impõe a uma atitude e você já acabou se descuidando", disse o treinador, antes de dar um exemplo prático.

"Você está com fome, vai abrir a geladeira, se tiver um doce ali, você vai comer. O instinto te empurra e a gente acha que vai ter condições de racionalizar e ter este controle, mas a gente não tem. O instinto está há muito mais tempo no cérebro que a parte racional", prosseguiu.

Por fim, Feitosa diz que os cuidados com o Tanque paranista vêm sendo conduzidos por todas as esferas da comissão técnica. "É bom fazer gol, dar entrevista, desenhar uma carreira, ganhar melhor, é bom ser gostado pela torcida. Qual o preço disso em troca de um Sonho de Valsa?", completou.

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