Após encerrar a Segunda Divisão do Campeonato Paranaense com o vice-campeonato, depois do empate sem gols com o Paranavaí e derrota nos pênaltis na decisão, o técnico Tcheco já começou a projetar os próximos passos do Paraná Clube.

Para este ano, o Tricolor teve de montar um elenco do zero para a disputa da Segundona. Foram mais de 20 contratações para a campanha que terminou com o acesso e o vice-campeonato de forma invicta.

Com o retorno garantido à elite do futebol paranaense em 2027, o treinador admitiu que o elenco passará por mudanças para a próxima temporada.

“Para o ano que vem com certeza é um nível que exige mais. A gente entende e avalia essas posições e os atletas. Mas com certeza haverá uma reformulação, porque é natural”, afirmou o treinador.


Tcheco também ressaltou que alguns atletas devem deixar o clube para seguir em outras equipes calendário no segundo semestre. “Se encerra um ciclo hoje. Alguns jogadores ainda vão encontrar outros clubes com um calendário melhor que o do Paraná nesse momento, eles precisam trabalhar, faz parte também do cenário”, continuou.

Apesar das mudanças previstas, o treinador demonstrou confiança na capacidade financeira do clube para reforçar o elenco para o ano que vem, onde o Paraná disputará a elite estadual. “Terá com certeza contratações a um nível que a gente entende que o clube esteja saudável”, completou.

Influência da SAF no futuro do Paraná Clube

A final contra o Paranavaí marcou também a primeira decisão estadual do Paraná Clube desde a implementação da SAF da NextPlay, que assumiu o controle do futebol em dezembro de 2025.

Apesar do acordo da venda da SAF ainda não ter sido homologado, a empresa já tem feito investimentos no clube e foi a responsável pela chegada do diretor de futebol, Rodrigo Possebon, assim como dos reforços do elenco. Além disso, também teve parte nas melhorias na Vila Olímpica, que agora pode receber jogos do profissional.

Tcheco foi cauteloso ao falar sobre SAF e disse que o modelo não deve ser visto como uma solução de todos os problemas e sim como uma ferramenta de auxílio do clube.

Tricolor perde título em casa. Foto: Geraldo Bubniak/ZUMA Press Wire/IconSport

“A instituição tem que estar muito sincronizada com a SAF. No meu entendimento, criou-se um modelo de pensamento que parece que a SAF vai resolver tudo em todos os clubes, mas tem uma instituição a ser respeitada, as suas legislações para isso. A SAF vem para contribuir com outros fatores”, argumentou.


O treinador destacou ainda que a SAF terá papel importante na recuperação financeira e na reestruturação do Paraná, mas ressaltou que o sucesso do projeto depende da participação conjunta de todas as partes envolvidas.

“Eu espero que essa sincronia seja um case de sucesso, sobretudo, porque o futuro do clube é promissor pelas perspectivas que eu enxergo pela frente agora com os departamentos mais organizados”, concluiu.

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