A conquista da vaga para a Libertadores foi um dos últimos grandes capítulos do Paraná. Com apenas 17 anos de vida, o Tricolor já alcançava um feito e tanto e que podia ser um marco para a história do clube.

Após aquele empate em 0 a 0 com o São Paulo, o técnico Caio Júnior, um dos responsáveis pela campanha, projetava que ali podia se dar início a uma nova era paranista.

"Não temos que provar nada pra ninguém, nós temos que fazer com que o clube cresça. E isso tem que ser através de resultados. Agora nós conseguimos e pode ser o início de um novo Paraná, de um novo degrau, um grande passo, mas que precisava ser dado e foi dado por esse grupo”, disse o treinador paranista.

De fato, tinha tudo para ser. No ano seguinte, o Paraná não decepcionou na Libertadores. Chegou às oitavas de final, ficando muito perto da classificação para a fase seguinte, quando enfrentaria o Boca Juniors, que seria campeão continental em 2007. Foi eliminado pelo Libertad, do Paraguai, ao perder por 2 a 1 na Vila e empatar em 1 a 1 fora.

Mas uma temporada que poderia ser ainda melhor que a anterior, foi o início de uma queda drástica de desempenho.

15 anos depois, clube afundado

Começou com a perda do título do Campeonato Paranaense em casa para o Paranavaí e terminou com o rebaixamento à Série B após uma derrota para o Vasco em São Januário.

Depois disso, o Paraná nunca mais chegou sequer a uma final estadual, sofreu uma queda no Paranaense e só conseguiu o acesso à elite em 2017, caindo no ano seguinte e amargando mais dois rebaixamentos, para a Série C, em 2020, e para a D, em 2021.

15 anos depois daquela partida que o levou para o maior torneio do continente, o clube se vê afundado em dívidas, má administração e até com dificuldades em montar um elenco mínimo para o início da proxima temporada.

Campanha mudou patamar de Caio Júnior

Se lá atrás Caio Júnior tinha imaginado que aquele 3 de dezembro seria o início de uma nova história, ele só não teria como saber que seria para um lado negativo. O time não conseguiu se manter no mesmo nível e não aproveitou aquele momento para virar a chave.

Caio, por sua vez, fez daquela conquista de vaga um grande marco na carreira, que havia sido interrompida por um momento, quando virou comentarista esportivo. A volta ao Paraná o colocou em uma vitrine. Tanto que em 2007 comandou o Palmeiras e depois passou por Goiás, Flamengo, Botafogo, futebol japonês e árabe e rodou outros clubes, até chegar em 2016 à Chapecoense.

Caio Junior,, técnico do Palmeiras em 2007
Depois do Paraná, Caio Júnior foi para o Palmeiras.| Rodolfo Buhrer/Arquivo/Gazeta do Povo

No clube catarinense, vinha fazendo um trabalho regular e chegou à decisão da Copa Sul-Americana de 2016, quando aconteceu o fatídico acidente aéreo da Chape. Na ocasião, muitos paranistas mostraram um carinho pelo treinador, por tudo que tinha feito naquela campanha de 2006, tamanha a importância daquele feito.

Participe da conversa!
0