Paranavaí e Paraná Clube começam a decidir o título da Segunda Divisão do Campeonato Paranaense a partir deste sábado (30), às 15h, no interior do estado. Mas, há quase duas décadas, esses mesmos dois times viviam uma outra realidade e disputavam o troféu da elite do Estadual.
Em 2007, o Tricolor estava na participação inédita de Libertadores e era o atual campeão paranaense. Do outro lado, o Paranavaí, que havia perdido a final de 2004 para o Coritiba, buscava o maior feito de sua história.
Quem levou a melhor foi o Vermelinho, comandado por Amauri Knevitz, que ganhou em Paranavaí por 1 a 0 e segurou o empate sem gols na Vila Capanema. Durante a campanha, o time do interior ainda ganhou duas vezes do Athletico e tirou o Coritiba na semifinal.
O ponto forte do ACP era o sistema defensivo, com destaque para o goleiro Vanderlei, que ainda estava em início da carreira e depois fez muito sucesso no Coxa e no Santos, além de ter jogado em Grêmio e Vasco.
“É com grande felicidade que lembro desta conquista. Nós tínhamos chegado confiantes para a final porque não perdemos para nenhum dos três times da capital. Jogamos o primeiro jogo em casa e depois decidimos em Curitiba”, destacou o zagueiro Rodrigo Delazari.
“Acabamos vencendo a primeira partida por 1 a 0, em um jogo muito equilibrado. Lembro que determinado momento do jogo, a gente jogando com três zagueiros e ganhando de 1 a 0, e o Zetti, [técnico do Paraná], quis segurar o resultado tirando o atacante para tomar mais gols. Nós éramos muito fortes dentro de casa. E na volta, em Curitiba, acabamos empatando. Nós sofremos uma pressão muito forte, principalmente no segundo tempo. Seguramos bem na defesa e o Vanderlei fez grandes defesas”, lembrou Delazari, em entrevista ao UmDois Esportes.
O Paranavaí jogou a partida do título com Vanderlei; Rodrigo Delazari, Diego Corrêa e Roberval; Gilberto, Márcio, Tales, Agnaldo (Rafael) e Roque (Adriano); Tiago e Edenílson (Léo Santos).
Já o Paraná Clube, comandado pelo ex-goleiro Zetti, teve Flávio; Léo Matos, Daniel Marques, Neguette e Egídio (Everton); Xaves (Lima), Beto, Gerson e Dinélson (Joelson); Vinicius Pacheco e Josiel.
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Paraná Clube e Paranavaí querem retomar protagonismo no futebol paranaense
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Quase duas décadas depois, os dois clubes vivem realidade completamente diferente. O Paraná Clube iniciou um novo processo de reformulação com a venda da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) para a NextPlay, cujo CEO é o empresário Pedro Weber, que foi o primeiro presidente da história do Azuriz.
Ainda em trabalho de transição para a SAF, o Tricolor subiu para a elite de maneira invicta, com 11 vitórias e dois empates, 26 gols marcados e apenas cinco sofridos. O time apostou novamente no técnico Tcheco, que foi campeão da Segundona em 2024, e em nomes que vinham sendo pouco aproveitados, como o zagueiro Thiago Dombroski e o atacante Daniel Cruz.
Já o Paranavaí tem como principal acionista da SAF o cantor sertanejo Gusttavo Lima, que adquiriu 60% das ações do ACP, em fevereiro de 2024. O clube ficou com apenas 1%, enquanto outros investidores dividem os outros 29%. A operação para a venda da SAF do Vermelinho custou R$ 3 milhões.
Os dois atingiram o principal objetivo de subir para a elite do Campeonato Paranaense, buscam coroar a campanha com o título da Segundona, mas sonham em se colocar novamente entre as principais potências do estado.