Para homenagear todos os goleiros neste Dia do Goleiro, o UmDois Esportes conversou com três nomes que estão na história de Athletico, Coritiba e Paraná: Roberto Costa, Rafael Cammarota e Régis. Eles contam causos, falam sobre suas passagens nos clubes e um pouco sobre a posição mais cruel do futebol.

Ídolo do Paraná Clube, o goleiro Régis, 56 anos, é pentacampeão paranaense. O arqueiro desembarcou na Vila Capanema em 1993 e ficou até 1999, se consolidando com um dos eternos camisa 1. Líder em campo e pioneiro jogando com pés na época tricolor, a lenda do Paraná também se destacou como exímio pegador de pênaltis: de 58 salvou 26 cobranças.

Régis relembra sua passagem pelo Tricolor, comenta sobre suas características e fala que hoje os goleiros têm utilizado a saída com pés de forma arriscada.

"Eu parei de jogar faz 20 anos, mas eu já jogava com os pés. Eu fazia reposição de bola. Eu peguei aí dois anos jogando com os pés. Eu pedia para os zagueiros adiantarem para eu poder jogar na sobra e sair jogando. Isso eu já fazia. Em Portugal, o pessoal me aplaudia quando eu jogava com os pés", afirmou.

"Mas eu jogava com segurança. Hoje, os goleiros não estão jogando com segurança. Eu não vejo necessidade deles saírem todas as vezes jogando com os pés. Hoje, o goleiro bate o tiro de meta e coloca dois zagueiros na área para sair jogando e eu acho que isso não tem necessidade. Você pode sair com os laterais ou com o próprio zagueiro, mas fora da área, um pouco mais distante. Acho que forçar essa jogada, a gente está vendo muitas coisas acontecerem, vários gols sendo tomados. Se eu tivesse jogando hoje não faria isso", completa.

No Dia do Goleiro, vote no melhor da história do Paraná:

Repórter ajudou em gol do Paraná: "A jogada começou com o Maneco", brinca Régis

Com mais de sete anos pelo Tricolor, Régis colecionou momentos marcantes e histórias engraçadas. O eterno goleiro relembra de uma em que o repórter esportivo, Manoel Fernandes, o Maneco, hoje aposentado das funções, ajudou o Tricolor a vencer o Matsubara, equipe da cidade de Cambará, em uma partida decisiva.

"Temos muitas. A melhor delas foi em um jogo lá em Cambará contra o Matsubara. A gente precisava fazer um gol, não sei se era pra ir para final ou algo assim, e o jogo estava acabando. E eu lembro que deram um chute para o alambrado e o nosso Maneco, que é o repórter daí, saiu correndo, pegou a bola e jogou para o nosso lateral. O lateral bateu rápido e nós fizemos o gol. Aí nós falamos que a jogada começou com o Maneco, que foi buscar a bola no mato", brinca Régis.

Apaixonado pelo clube em que viveu tantas glórias na década de 90, Régis lamenta a atual situação do clube e diz que o maior patrimônio paranista está nas arquibancadas: a torcida.

"O torcedor está ferido. Nós, como ex-jogadores, também torcemos bastante. Eu torço para que revertam essa situação. Nós temos a coisa que é mais importante que é o torcedor. Temos um a legião de torcedores, é muito grande. Há pouco tempo, o Paraná mostrou a prova disso que foi na Arena da Baixada no jogo com o Internacional, quando colocou lá o recorde de público. É uma questão para se organizar e administrar direito, porque o maior patrimônio o clube tem, que é a torcida", finalizou.

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